Mobilizações em mais de 20 cidades buscam derrubar veto no Congresso e exigem o impeachment de ministros do STF

Atos da direita reuniram milhares em 20 cidades para pressionar pela derrubada do veto à dosimetria, miraram Lula e STF, e buscaram unidade para eleições.
Confira a programação dos atos da direita em mais de 20 cidades
Os atos da direita no domingo (1°) tiveram mobilizações principais no Rio de Janeiro e São Paulo, além de ações menores em outras cidades:
São Paulo, Avenida Paulista: Aproximadamente 20,4 mil pessoas segundo estimativas, com presença de Flávio Bolsonaro, Romeu Zema e Ronaldo Caiado.
Rio de Janeiro, Praia de Copacabana: Cerca de 4,7 mil participantes, com discursos focados em críticas ao governo Lula e ao STF.
- Outras cidades: Realização de carreatas, “adesivaços” e eventos preparatórios para os grandes atos nas capitais.
Atos da direita buscam derrubar veto à dosimetria e pressionar STF e governo Lula
Os atos da direita ocorreram com o objetivo central de pressionar o Congresso Nacional para derrubar o veto presidencial ao projeto de dosimetria, que reduziria as penas de condenados pelos eventos de 8 de janeiro de 2023. Além disso, as manifestações miraram críticas contundentes à atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) e ao governo do presidente Lula. Essa mobilização é a primeira organizada pela oposição após a indicação de Flávio Bolsonaro para a corrida presidencial de 2026, evidenciando uma estratégia de unificação da direita em torno de pautas comuns.
Lideranças da direita buscam unidade e apostam em discurso moderado para eleições
Na Avenida Paulista, Flávio Bolsonaro, Romeu Zema e Ronaldo Caiado participaram juntos da manifestação, sinalizando uma tentativa de unidade da direita para a disputa eleitoral. Enquanto Flávio fez acenos a aliados e ao eleitorado, optou por discursos moderados em relação ao STF, afirmando que a Corte é fundamental para a democracia, embora criticando decisões que, segundo ele, visam atingir seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Zema evitou nomear pessoas, criticando genericamente a “farra dos intocáveis” em Brasília, e Caiado focou em temas de segurança pública, garantindo anistia a Bolsonaro caso seja eleito.
Confronto entre discursos radicais e avaliadores do sucesso das manifestações
Aliados de Flávio Bolsonaro, como o deputado Nikolas Ferreira e o pastor Silas Malafaia, adotaram tom mais agressivo contra o STF, defendendo o afastamento de ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli e chegando a fazer ameaças diretas. Já autoridades do governo Lula reagiram classificando os atos como fracassados e de baixa adesão, apontando que as manifestações da direita não alcançaram a mobilização esperada apesar da divulgação. Líderes do PT e do governo na Câmara destacaram o desgaste político dos organizadores, considerando os atos um “fiasco” e uma demonstração do desgaste da oposição.
Contexto político e consequências dos atos da direita para as eleições de 2026
Os atos da direita, embora tenham reunido milhares de participantes e buscado reforçar a imagem de unidade e força para a eleição presidencial de 2026, expõem uma oposição ainda fragmentada entre discursos moderados e radicais. A defesa da anistia para condenados e o pedido de impeachment a ministros do STF indicam uma tentativa de mobilização em torno de pautas polêmicas e polarizadoras. O desempenho das manifestações e a reação do governo Lula revelam um cenário político tenso, com disputas acirradas e estratégias distintas para conquistar o eleitorado em um ano eleitoral decisivo.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
Fonte: CNN Brasil





