Começa o júri popular dos acusados de homicídio qualificado envolvendo a morte de Rodrigo Marinho Crespo em 2024

Iniciado o julgamento dos três réus apontados como responsáveis pelo assassinato do advogado Rodrigo Crespo no Centro do Rio em 2024.
Contexto do julgamento dos réus pelo assassinato do advogado no Centro do Rio
O julgamento dos acusados pelo assassinato do advogado Rodrigo Marinho Crespo começou no Tribunal do Júri da Capital do Rio de Janeiro nesta quinta-feira, 5 de janeiro de 2026. O caso ocorreu em fevereiro de 2024, na Avenida Marechal Câmara, próximo à sede da OAB. A keyphrase “julgamento acusado assassinato advogado” se apresenta desde o início para destacar este momento judicial crucial, que envolve três homens réus por homicídio qualificado. Leandro Machado da Silva, conhecido como “Cara de Pedra”, Cezar Daniel Mondego de Souza, o “Russo”, e Eduardo Sobreira de Moraes são os investigados, todos com funções específicas no crime conforme as apurações. A importância deste julgamento está diretamente ligada à apuração dos motivos e à responsabilização dos envolvidos.
Perfil dos réus e suas ligações com o crime
Leandro Machado da Silva, que na época do crime atuava como policial militar, acabou afastado da corporação após se tornar réu. Ele é apontado como responsável por fornecer os veículos usados no crime. Cezar Daniel Mondego de Souza, o “Russo”, teria monitorado cada passo da vítima, reforçando o caráter planejado do homicídio. Eduardo Sobreira de Moraes conduziu o carro de vigilância utilizado para seguir Rodrigo Crespo no dia do assassinato. Essas informações são fundamentais para compreender a dinâmica do crime, que não foi um ato isolado, mas um atentado minuciosamente organizado. A investigação também encontrou anotação com as placas dos veículos da vítima desde outubro de 2023, indicando monitoramento prolongado.
Motivações e contexto da investigação criminal
O Ministério Público do Rio investiga a hipótese de que o assassinato tenha ocorrido porque a atuação do advogado Rodrigo Crespo comprometeria os interesses de uma organização criminosa envolvida na exploração ilegal de jogos de apostas on-line. Crespo tinha planos de abrir um “Sporting Bar”, onde seriam realizadas apostas esportivas e instaladas máquinas eletrônicas semelhantes a caça-níqueis. Essa iniciativa, aparentemente legítima, poderia ameaçar negócios ilegais já estabelecidos. A denúncia aponta que o homicídio visava garantir a continuidade e a vantagem da facção criminosa nesses crimes, configurando um crime com motivação econômica e estratégica.
Progresso do julgamento e depoimentos-chave
Na sessão inicial do julgamento, vinte testemunhas estão previstas para serem ouvidas, com sentença aguardada para a sexta-feira, 6 de janeiro. O primeiro depoimento foi da namorada da vítima, Isadora Strapazzon, feita por videoconferência. Ela revelou que Rodrigo manifestava interesse em legalizar os jogos de apostas on-line no Brasil, o que reforça a tese de que sua atuação profissional entrou em conflito com interesses criminosos. O depoimento da namorada e de outras testemunhas será crucial para esclarecer detalhes sobre a vida pessoal e profissional da vítima, além de contribuir para confirmar a motivação do crime.
Aspectos investigativos e autoria intelectual ainda sob apuração
O delegado Rômulo Assis, responsável pelas investigações, destacou que o veículo usado no assassinato pertencia a uma locadora vinculada a Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, um bicheiro preso em Cabo Frio em fevereiro. A ligação com figuras do crime organizado sugere uma rede complexa por trás do assassinato. Entretanto, a autoria intelectual permanece desconhecida e é objeto de investigação contínua, o que reforça a importância do julgamento para estabelecer responsabilidades e desarticular possíveis organizações criminosas envolvidas. O caso evidencia os desafios das autoridades em combater crimes relacionados ao jogo ilegal e à violência no entorno do sistema jurídico.





