Estado registra média de uma apreensão a cada três horas, refletindo combate ao contrabando e tráfico

Em 2026, Goiás tem uma apreensão de cigarro eletrônico a cada três horas, revelando o aumento no combate ao contrabando.
Receita federal apreensão cigarros eletrônicos Goiás aumenta em 2026
A Receita federal apreensão cigarros eletrônicos Goiás mostra um crescimento significativo entre janeiro e fevereiro de 2026, com 440 aparelhos retirados de circulação no estado, o que equivale a uma apreensão a cada três horas. Esse dado revela o esforço concentrado das autoridades para conter o comércio ilegal desse produto, proibido no Brasil desde 2009. O coordenador das operações na região destaca que a intensificação das ações é fundamental para desarticular redes de contrabando que utilizam as principais rodovias estaduais e federais.
Perfil do contrabando e principais rotas usadas em Goiás
Goiás tornou-se um ponto estratégico para o contrabando de cigarros eletrônicos devido à sua localização geográfica e à infraestrutura rodoviária. As BR-364, BR-153 e BR-060 são as principais vias utilizadas para entrada e distribuição dos produtos ilegais. Os criminosos exploram rotas semelhantes às usadas pelo tráfico de drogas, aproveitando o fluxo intenso de veículos de carga, ônibus e carros particulares. Além do contrabando terrestre, os produtos também ingressam pelo litoral, principalmente pelos portos do Nordeste e de Santos, integrando uma cadeia complexa de distribuição clandestina.
Impacto das apreensões no cenário nacional e em Goiás
Em 2025, Goiás figurou na 6ª posição no ranking nacional de apreensões de cigarros eletrônicos, com 36,2 mil itens recolhidos, totalizando um valor estimado em R$ 2,3 milhões. Apenas Paraná, Distrito Federal, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina apresentaram números maiores. A crescente fiscalização demonstra que, embora a venda seja proibida, a popularidade dos vapes entre jovens e adultos mantém o mercado ilegal ativo, exigindo uma resposta coordenada das forças de segurança.
Ações integradas das forças de segurança no combate ao contrabando
A repressão ao contrabando de cigarros eletrônicos em Goiás envolve uma articulação entre a Receita Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Federal. A cooperação tem resultado em operações frequentes com apreensões significativas e prisões. Por exemplo, no final de fevereiro de 2026, a Polícia Federal efetuou a apreensão de 200 aparelhos e prendeu uma pessoa em flagrante por contrabando, cuja pena varia entre dois a cinco anos de reclusão. Essa integração tem sido crucial para atingir o objetivo de reduzir a oferta desses produtos ilegais no mercado local.
Desafios e perspectivas para o controle do comércio ilegal de cigarros eletrônicos
Apesar das ações vigorosas, o combate ao comércio ilegal de cigarros eletrônicos em Goiás enfrenta desafios como a sofisticação das redes criminosas e a alta demanda do público. A ilegalidade associada ao tráfico e ao contrabando exige constante atualização das estratégias de fiscalização e maior investimento em inteligência policial. Além disso, campanhas educativas são necessárias para alertar sobre os riscos à saúde e desestimular o consumo desses produtos proibidos, reforçando a importância da lei que impede a comercialização desses dispositivos no território brasileiro.
Fonte: www.metropoles.com





