TJMG investiga falta funcional de desembargador acusado de abuso sexual

Tribunal de Justiça de Minas Gerais abre procedimento administrativo contra Magid Nauef Láuar e acompanha investigação da Procuradoria-Geral da República

TJMG investiga falta funcional de desembargador acusado de abuso sexual
Desembargador Magid Nauef Láuar durante sessão no TJMG

TJMG instaurou processo para apurar falta funcional de desembargador afastado por acusações de abuso sexual.

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) instaurou um procedimento administrativo para investigar a falta funcional do desembargador Magid Nauef Láuar, acusado de abuso sexual. A apuração acontece em meio ao afastamento do magistrado desde fevereiro, por determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que também apontou indícios de delitos contra a dignidade sexual durante sua atuação como juiz em Ouro Preto e Betim (MG).

Procedimento administrativo no TJMG para apuração de falta funcional

A falta funcional, que consiste no descumprimento de deveres ou normas pelo servidor público, é investigada pelo TJMG com base na Resolução nº 135/2011 do CNJ. Desde 23 de fevereiro, a Corte recebeu representação formal notificando os fatos e instaurou o processo para apurar eventuais irregularidades no exercício da função do desembargador. A investigação visa avaliar ausência injustificada, negligência e quebra da ética profissional, podendo resultar em sanções administrativas como advertência ou suspensão.

Ações da Procuradoria-Geral da República e papel do Superior Tribunal de Justiça

Paralelamente, a Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) a abertura de processo criminal contra Magid Nauef Láuar por abuso sexual. O ministro Otávio Noronha foi designado relator do caso. A PGR recebeu ao todo cinco denúncias contra o desembargador, que geraram um desdobramento judicial que mantém sob investigação os fatos alegados e o compromisso com a responsabilização criminal.

Contexto das denúncias e repercussões no Judiciário mineiro

O surgimento das denúncias ocorreu após o desembargador absolver um homem condenado por estupro de vulnerável de uma criança de 12 anos. A decisão controversa levou à investigação e afastamento do magistrado. Além deste episódio, Magid é suspeito de assediar uma ex-estagiária e tentou abusar de um primo. As denúncias geraram mobilização interna no TJMG, que convocou o juiz José Xavier Magalhães Brandão para assumir temporariamente as funções de Magid na 11ª Vara Criminal de Belo Horizonte.

Implicações para o sistema judicial e confiança pública

O caso expõe desafios enfrentados pelo sistema judicial na apuração rigorosa de condutas éticas e criminais de magistrados. A atuação do TJMG e da PGR sinaliza um esforço institucional para garantir transparência, responsabilização e manutenção da integridade na magistratura. A investigação da falta funcional demonstra a aplicação dos mecanismos administrativos para coibir desvios no exercício da função pública, essencial para preservar a confiança da sociedade na Justiça.

Medidas adotadas e próximos passos na investigação

O TJMG reafirma seu compromisso com a legalidade e cooperação com o CNJ e PGR, acompanhando os desdobramentos do caso. O desembargador Magid Nauef Láuar permanece afastado preventivamente enquanto as apurações seguem em curso. As decisões administrativas e judiciais futuras poderão definir o destino funcional do magistrado, bem como possíveis sanções penais conforme o resultado do processo criminal em tramitação no STJ.

Fonte: www.metropoles.com