Museu Oscar Niemeyer recebe mostra itinerante da 36ª Bienal de São Paulo em Curitiba

A exposição itinerante traz obras selecionadas e debates que dialogam com o contexto local do Paraná entre março e junho de 2026

Museu Oscar Niemeyer recebe mostra itinerante da 36ª Bienal de São Paulo em Curitiba
Exposição itinerante da 36ª Bienal de São Paulo no Museu Oscar Niemeyer em Curitiba

A mostra itinerante da 36ª Bienal de São Paulo chega ao Museu Oscar Niemeyer em Curitiba com obras e debates que dialogam com o contexto local do Paraná.

Confira a programação completa da mostra itinerante da 36ª Bienal de São Paulo no Museu Oscar Niemeyer

18 de março, 19h: Roda de conversa com Anna Roberta Goetz, Juliana Kerexu e Mestre Kandierol no Miniauditório (entrada mediante inscrição, 50 lugares)
19 de março, 18h às 21h: Abertura oficial da exposição nas Salas 1 e 2 do MON
20 de março, 11h: Visita mediada sobre o roteiro “Arquiteturas da destruição”, com abordagem dos trabalhos de Helena Uambembe, Emeka Ogboh, Forensic Architecture/Forensis e Gervane de Paula (com interpretação em Libras)
De 20 de março a 7 de junho: Visitação aberta de terça a domingo, das 10h às 18h

A importância da mostra itinerante da 36ª Bienal de São Paulo para o Paraná

A mostra itinerante da 36ª Bienal de São Paulo no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, reforça o compromisso com a descentralização do circuito artístico brasileiro. A parceria entre a Fundação Bienal de São Paulo e o Governo do Estado do Paraná, por meio da Secretaria de Estado da Cultura, permite que o público local tenha acesso a uma seleção representativa da melhor produção artística contemporânea. A curadora Anna Roberta Goetz destaca que a exposição foi adaptada para dialogar com o contexto sociopolítico e cultural do Paraná, especialmente considerando sua relevância como um dos principais centros agrícolas do país.

Perfil dos artistas e temas explorados na mostra

A exposição reúne 75 obras de 18 artistas nacionais e internacionais, entre eles Adjani Okpu-Egbe, Emeka Ogboh, Leiko Ikemura e Nádia Taquary, selecionados para apresentar perspectivas inovadoras sobre a relação entre a humanidade e o solo. A curadoria valoriza uma diversidade de linguagens e abordagens, que vão desde o biológico e ecológico até o espiritual e político. As obras abordam temas como direitos de propriedade, responsabilidades ambientais e a complexa relação da sociedade com a terra, estabelecendo um diálogo crítico e contemporâneo com o público.

A contribuição educativa e cultural do Museu Oscar Niemeyer e da Fundação Bienal

O Museu Oscar Niemeyer (MON) é o maior museu de arte da América Latina, com um acervo de aproximadamente 14 mil obras e uma arquitetura emblemática. Em receber a mostra itinerante da 36ª Bienal, reafirma sua missão de democratizar o acesso à arte e ampliar o alcance cultural na região. Além da exposição, o programa inclui atividades educativas como visitas mediadas, palestras, laboratórios para professores e ações voltadas a estudantes, integrando formação e público. A Fundação Bienal de São Paulo, responsável pela curadoria geral e execução, tem como objetivo garantir que a arte contemporânea atinja novos públicos e contextos, fortalecendo o diálogo entre as diferentes regiões do país.

Contexto e significado da 36ª Bienal de São Paulo

Concebida pelo curador geral Bonaventure Soh Bejeng Ndikung, a 36ª Bienal de São Paulo tem como tema central “Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática”. Inspirada no poema “Da calma e do silêncio”, da escritora Conceição Evaristo, a mostra explora a escuta ativa da humanidade em constante movimento e transformação. O programa destaca a importância dos encontros, deslocamentos e negociações entre culturas, valorizando perspectivas históricas e sociais diversas. A itinerância pelo Museu Oscar Niemeyer é um exemplo prático dessa filosofia, ampliando o alcance da Bienal para além do espaço tradicional e promovendo uma experiência artística e educativa singular.