Ator baiano estreia como antagonista em trama ambientada no início do século XX, explorando herança africana e novas narrativas na TV brasileira

Lázaro Ramos estreia como vilão em 'A Nobreza do Amor', novela que destaca herança africana e traz inovação à dramaturgia das 6 na Globo.
Lázaro Ramos vilão em A Nobreza do Amor marca nova fase na carreira
Lázaro Ramos vilão na novela “A Nobreza do Amor” estreia em 16 de janeiro, imprimindo uma nova dimensão em sua trajetória artística. O ator baiano assume o papel do ambicioso líder africano Jendal, personagem que amplia o olhar sobre a presença negra na dramaturgia nacional. Ambientada no início do século XX, a história entrelaça dois universos fabulosos: o continente africano e o Rio Grande do Norte, apresentando uma narrativa singular para o horário das 6 na Globo. Ramos também destaca o trabalho do diretor Gustavo Fernandes, cuja sensibilidade estética e cuidado com os atores contribuem para a qualidade da produção.
A importância da representatividade negra na televisão brasileira
Ao refletir sobre os últimos 20 anos, Lázaro Ramos reconhece avanços significativos na presença de atores negros na televisão, especialmente em papéis de protagonismo e diversidade. Ele ressalta que essa evolução não é passageira, mas um processo irreversível que beneficia o mercado audiovisual e atende às expectativas do público. A multiplicidade de personagens e representações positivas reforça a identificação do espectador com as histórias contadas, ampliando o diálogo cultural e social.
Desafios e perspectivas para a dramaturgia nacional contemporânea
Ramos enfatiza a necessidade de aprofundar o desenvolvimento da linguagem própria da dramaturgia brasileira, fomentando roteiros e direções que reflitam as identidades e narrativas locais. A busca por uma expressão artística genuinamente nacional envolve reconhecer e valorizar as variadas influências regionais, como as presentes em filmes recentes que evidenciam a pluralidade cultural do país. Para ele, a conversa sobre representatividade avança para um conceito mais amplo de presença constante e múltipla, superando a simples ideia de representação.
Espelho: duas décadas de debates e reflexões culturais
O programa de entrevistas “Espelho”, criado e apresentado por Lazaro Ramos desde 2006, celebra 20 anos exibindo mais de 300 episódios. Voltado principalmente para temas e convidados negros, o programa contribuiu para a formação intelectual e cultural do ator e também para o público, ao promover diálogos com diferentes expressões artísticas brasileiras. Ramos destaca o aprendizado contínuo proporcionado pela experiência, a importância da escuta ativa e o enriquecimento advindo do contato com diversas linguagens do Brasil.
Momentos marcantes e influência na trajetória artística
Durante as temporadas do “Espelho”, Ramos recorda a participação de artistas que marcaram a história do programa, citando como exemplo a fala de Tony Ramos sobre finitude após enfrentar sério problema de saúde. Esses episódios reforçam o papel do programa na construção de um espaço de reflexão e conexão entre artistas e audiência, consolidando a influência de Lázaro Ramos como comunicador e figura pública de relevância no cenário cultural brasileiro.





