Ministério da Justiça coordena ação integrada que apreende armas, munições e drogas, impactando fortemente organizações criminosas

Operação Desarme apreende armas, munições e drogas e causa prejuízo de R$ 562,5 milhões ao crime organizado no Brasil.
Impacto financeiro da Operação Desarme no crime organizado
A Operação Desarme, realizada entre os dias 14 e 19 de março de 2026, causou um prejuízo estimado em R$ 562,5 milhões ao crime organizado no Brasil. Essa ação do Ministério da Justiça e Segurança Pública, coordenada pela Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), representa um esforço conjunto das polícias civis, militares, Federal, Rodoviária Federal e Receita Federal para desarticular o tráfico de armas, munições e explosivos. O impacto financeiro reflete a soma das apreensões e prisões que enfraquecem diretamente as cadeias criminosas.
Apreensões e prisões durante a Operação Desarme
Durante os cinco dias de operação, foram apreendidas 595 armas de fogo, 17.282 munições e aproximadamente 16 toneladas de drogas. Além disso, 2.123 pessoas foram presas em diferentes regiões do país. Esses números demonstram a abrangência e eficácia da ação integrada entre os órgãos de segurança pública. A apreensão expressiva de armas e munições interfere significativamente na capacidade operacional das organizações criminosas, limitando o acesso a armamentos e substâncias ilícitas.
Coordenação e integração das forças de segurança
Anchieta Nery, diretor da Diopi, ressaltou que o sucesso da Operação Desarme se deve à articulação entre as forças federais, estaduais e municipais. Segundo ele, a união de diferentes órgãos, com acesso a informações e atribuições específicas, permite uma resposta total do Estado ao problema do crime organizado. Essa integração é fundamental para ampliar o alcance das ações, reduzir a burocracia e potencializar os resultados no combate ao tráfico e violência.
Tecnologia e produção clandestina de armas no Brasil
Um destaque da operação foi a identificação da crescente utilização de armas produzidas clandestinamente no país, conhecidas como “armas fantasma”. Essas armas são fabricadas em fábricas ilegais utilizando componentes criados com impressoras 3D, o que dificulta a rastreabilidade, pois não possuem números de série ou controle oficial. A Polícia Federal e as polícias estaduais, coordenadas pelo MJSP, vêm realizando operações específicas para desarticular esses núcleos de produção, que representam um desafio crescente para a segurança pública.
Perspectivas futuras com a PEC da Segurança Pública
O diretor da Diopi afirmou que, com a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública na Câmara dos Deputados, as operações integradas tendem a se intensificar. A PEC, que agora aguarda votação no Senado, pode ampliar as competências e recursos para as forças de segurança, fortalecendo o combate ao tráfico de armas e ao crime organizado. A expectativa é que essa medida contribua para a continuidade de ações como a Operação Desarme, ampliando seu alcance e efetividade.
Desafios no combate ao tráfico de armas e drogas
Apesar dos resultados positivos, o combate ao tráfico de armas e drogas enfrenta desafios como a inovação criminosa na produção de armamentos e a necessidade de maior cooperação entre estados e União. A atuação conjunta, como a promovida pela Operação Desarme, é essencial para superar essas dificuldades e garantir maior segurança à população. O fortalecimento das políticas públicas e o apoio legislativo são pilares para o avanço dessas estratégias.

Mais de 2 mil pessoas foram presas durante a Operação Desarme. Foto: Divulgação/MJSP
Fonte: www.metropoles.com
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