Flávio Dino solicita esclarecimentos sobre uso de emendas em filme sobre Bolsonaro

Ministro do STF cobra respostas da Câmara e deputados do PL após denúncia de desvio de recursos para cinebiografia

Flávio Dino solicita esclarecimentos sobre uso de emendas em filme sobre Bolsonaro
Ministro Flávio Dino em sessão plenária do STF. Foto: STF

Ministro Flávio Dino pede explicações sobre suposto uso de emendas parlamentares para financiar filme sobre Bolsonaro.

Flávio Dino cobra esclarecimentos sobre uso de emendas em filme sobre Bolsonaro

O uso de emendas em filme sobre Bolsonaro voltou ao centro das atenções em Brasília após o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar prazo de cinco dias para que a Câmara dos Deputados e três deputados do Partido Liberal (PL) apresentem manifestação sobre a denúncia. A denúncia envolve suspeitas de desvio de finalidade na aplicação de recursos públicos via emendas parlamentares para financiar o filme “Dark Horse”, uma cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Denúncias detalham esquema envolvendo empresas ligadas a deputados

A deputada Tabata Amaral (PSB-SP) denunciou a existência de um grupo de empresas que, apesar de nomes diferentes, compartilham endereço, infraestrutura e proprietária, configurando uma organização única. Segundo ela, um grupo de deputados do PL teria enviado R$ 2,6 milhões por meio de “emendas pix” a uma dessas empresas, que posteriormente contratou serviços de marketing eleitoral de outras companhias do mesmo grupo. Entre os parlamentares citados estão Alexandre Ramagem, Carla Zambelli, Bia Kicis, Marcos Pollonio e Mário Frias, que estariam envolvidos em repasses e contratos direcionados às empresas do grupo.

Suspeita de financiamento irregular do filme “Dark Horse”

A denúncia levanta a hipótese de que os recursos das emendas estariam sendo desviados para custear a produção do filme “Dark Horse”, cinebiografia que retrata a trajetória de Jair Bolsonaro. A produtora responsável pelo filme estaria inserida na rede de empresas beneficiadas pelas emendas, o que pode configurar um conflito entre interesse público e privado, além de violar normas de transparência e publicidade.

Questões legais e impacto no controle de recursos públicos

De acordo com a deputada Tabata Amaral, esses fatos podem configurar um duto de recursos que viola diretrizes do Supremo Tribunal Federal, especialmente no âmbito da ADPF 854, que trata da fiscalização rigorosa para evitar desvios de finalidade dos recursos públicos. A atuação do ministro Flávio Dino reflete a preocupação do Judiciário em garantir que as emendas parlamentares cumpram sua função social e não sejam utilizadas para fins eleitorais ou particulares.

Próximos passos e manifestações esperadas

Além do pedido à Advocacia da Câmara, Flávio Dino requisitou respostas dos deputados Mário Frias, Bia Kicis e Marcos Pollon. Cabe destacar que Alexandre Ramagem e Carla Zambelli perderam seus mandatos no ano anterior, após condenações criminais, e atualmente estão fora do país. O prazo estipulado para manifestação deve trazer esclarecimentos essenciais para o prosseguimento das investigações e possíveis medidas judiciais.

O caso evidencia a importância do controle rigoroso sobre o uso dos recursos públicos, especialmente em contextos políticos sensíveis, e sinaliza a crescente vigilância do Supremo Tribunal Federal em relação a práticas que possam comprometer a integridade das finanças públicas e o equilíbrio do processo eleitoral.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

Fonte: STF