Decisão polêmica divide membros do Conselho Deliberativo durante reunião no Parque São Jorge

Conselho Deliberativo do Corinthians aprova afastamento provisório de Romeu Tuma Júnior em reunião marcada por controvérsias estatutárias.
Contexto e votação do afastamento provisório de Romeu Tuma Júnior
O afastamento provisório de Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians, foi aprovado por maioria em reunião realizada na noite de 23 de janeiro de 2026, no anfiteatro do Parque São Jorge. A votação contou com 115 votos a favor, 15 contra e 7 abstenções, num total de 137 conselheiros presentes. Este episódio marca um capítulo conturbado na gestão interna do clube, refletindo divisões acentuadas entre os membros do Conselho.
Divergências sobre a legalidade da reunião e reações
Romeu Tuma Júnior contestou a convocação da reunião, convocada por Osmar Stabile, presidente da diretoria executiva, alegando que não seguiu o rito estatutário previsto. Durante o encontro, Maria Ângela Ocampos, primeira secretária do Conselho Deliberativo, presidiu inicialmente a sessão, mas encerrou-a alegando irregularidades, o que gerou discordância entre os conselheiros que decidiram prosseguir com a votação. O confronto gerou discussões acaloradas, culminando com a saída de Maria Ângela do anfiteatro e a presidência da reunião sendo assumida por Denis Piovesan, segundo secretário do Conselho.
Aspectos estatutários que motivam o impasse
A base para convocação da reunião foi o Artigo 112, item 6 do Estatuto Social do Corinthians, que outorga ao presidente da diretoria executiva a prerrogativa de convocar órgãos como o Conselho Deliberativo. Contudo, isso entrou em conflito com o Artigo 82, inciso II, que rege especificamente o processo para reuniões extraordinárias do Conselho Deliberativo. Conforme o estatuto, tais reuniões devem ser convocadas pelo presidente do Conselho, isto é, Romeu Tuma Júnior, ou por requerimento formal seguido de marcação da data pelo mesmo, o que aparentemente não ocorreu. Essa discrepância jurídica é o cerne da contestação sobre a validade da reunião e do afastamento.
Impactos da decisão no ambiente político do Corinthians
A aprovação do afastamento de Romeu Tuma Júnior evidencia a tensão crescente entre os poderes executivo e deliberativo dentro do clube. O episódio revela uma crise institucional que pode afetar a governança e a estabilidade política do Corinthians, com potenciais reflexos na administração e no relacionamento com os conselheiros e associados. A possibilidade de contestação judicial do afastamento mantém o cenário aberto e sujeito a novos desdobramentos jurídicos e administrativos.
Perspectivas para as próximas etapas e possíveis desdobramentos legais
Diante das controvérsias levantadas, o afastamento provisório de Romeu Tuma Júnior pode ser objeto de recurso judicial, uma vez que ele alega ilegalidade na convocação da reunião. A disputa interna deve continuar a provocar debates no Conselho e entre as lideranças do clube, podendo impactar decisões futuras na organização. O cenário reforça a necessidade de observância rigorosa do estatuto e do diálogo entre os setores para evitar novas rupturas institucionais.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
Fonte: Parque São Jorge, sede social do Corinthians





