Na manhã de 23 de março, o senador Alexandre Giordano protagonizou fuga após abordagem policial em Santana, São Paulo

Senador Alexandre Giordano fugiu de abordagem da PM em São Paulo dirigindo veículo sem placa e com CNH vencida.
Detalhes da abordagem policial envolvendo o senador Alexandre Giordano
Na manhã do dia 23 de março de 2026, o senador Alexandre Giordano foi abordado pela Polícia Militar na Alameda Afonso Schimidt, em Santana, zona norte de São Paulo. Giordano conduzia uma Land Rover preta sem placa e com giroflex azul, dispositivo destinado a veículos de emergência como ambulâncias e viaturas policiais. O parlamentar estava com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) vencida, o que configura infração de trânsito grave.
Durante a abordagem, Giordano inicialmente se identificou apenas como “federal” e recusou-se a desembarcar do veículo. Após insistência dos policiais, confirmou ser senador da República. A recusa em apresentar documentos e a tentativa de intimidar os policiais por meio de ameaças verbais foram registradas no boletim da PM, que também notou a utilização irregular do giroflex e a ausência de placa no veículo. A placa foi encontrada no porta-malas do carro.
Consequências legais e administrativas da fuga do senador
Após a descoberta da placa no porta-malas, o senador entrou novamente na Land Rover e fugiu do local da abordagem, chegando a quase atropelar um policial. A Polícia Militar localizou o veículo posteriormente em um cruzamento próximo, ainda em Santana. O caso foi formalmente registrado como infração por conduzir veículo sem emplacamento, dirigir com CNH vencida e uso indevido de luzes estroboscópicas.
No entanto, apesar da gravidade dos fatos, o senador e o veículo foram liberados após o registro. Essa decisão pode gerar discussões sobre a aplicação da lei e o tratamento dispensado a autoridades públicas, especialmente em casos envolvendo risco à segurança no trânsito e desrespeito à polícia.
Impactos políticos e repercussão pública do episódio
A atitude do senador Alexandre Giordano ao fugir da Polícia Militar e utilizar um veículo com irregularidades pode impactar negativamente sua imagem pública e política. O uso indevido de giroflex e a condução com CNH vencida são infrações que comprometem a segurança nas vias urbanas e contradizem o exemplo esperado de um agente público.
Além disso, as ameaças feitas aos policiais durante a abordagem indicam um comportamento agressivo, o que pode elevar críticas sobre a postura de representantes eleitos diante das forças de segurança. A falta de manifestação oficial da assessoria do senador até o momento deixa espaço para especulações e aumenta a atenção da opinião pública e órgãos de fiscalização.
Debate sobre privilégio de autoridades em abordagens policiais
O episódio envolvendo Giordano traz à tona o debate sobre possíveis privilégios e imunidades que autoridades podem exercer no trânsito e em situações de fiscalização. A reação do senador ao ser filmado e abordado, aliada à liberação do veículo e do condutor mesmo após infrações graves, alimenta questionamentos sobre a igualdade de tratamento perante a lei.
Especialistas e a sociedade podem questionar se há uma linha tênue entre o respeito institucional a representantes eleitos e a aplicação rigorosa da legislação de trânsito. Casos como esse podem incentivar revisões nas normas e procedimentos adotados pelas forças policiais em abordagens a autoridades.
Aspectos técnicos da infração: uso indevido de giroflex e veículo sem placa
O uso do giroflex azul em veículos não autorizados é previsto como infração grave, pois esse equipamento é reservado a serviços de emergência e segurança pública. A utilização indevida pode confundir outros motoristas e comprometer a ordem no trânsito.
Além disso, conduzir um veículo sem placa de identificação é ilegal e dificulta a fiscalização, além de dificultar o controle de infrações e crimes. A combinação dessas infrações, associada à condução com CNH vencida, representa um grave descumprimento das normas e coloca em risco a segurança viária.
A Land Rover conduzida pelo senador, pelas características e irregularidades, evidencia a necessidade de fiscalização rigorosa e aplicação das normas de trânsito para todos, independentemente da posição social ou política.
Este caso segue em análise pelas autoridades competentes, enquanto a população acompanha atentamente os desdobramentos e a postura do senador Alexandre Giordano diante da situação.
Fonte: metropoles.com





