Projeto no Rio mapeia interação da fauna com rede elétrica urbana

Estudo registra mais de 1.100 animais e analisa impactos para segurança e conservação ambiental

Projeto no Rio mapeia interação da fauna com rede elétrica urbana
Câmera instalada em poste urbano para monitorar fauna silvestre Foto: Logo CNN Brasil

Projeto no Rio de Janeiro registra interação da fauna com rede elétrica e propõe medidas para minimizar riscos à biodiversidade e à infraestrutura.

Panorama geral do projeto Conexão Silvestre no Rio de Janeiro

O projeto que mapeia a interação da fauna com a rede elétrica no Rio de Janeiro foi desenvolvido entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026, monitorando diversas áreas da cidade. A iniciativa, chamada Conexão Silvestre, reuniu dados por meio de cerca de 26 mil vídeos, 250 horas de observação em campo e informações coletadas em 17 pontos distintos, incluindo Jardim Botânico, Recreio dos Bandeirantes, Vargem Grande e Vargem Pequena. O objetivo principal foi analisar como diferentes espécies silvestres interagem com a infraestrutura elétrica urbana, buscando compreender riscos e impactos para a fauna e para a rede.

Espécies monitoradas e padrões de interação observados

Durante o monitoramento, foram registrados mais de 1.100 animais silvestres, destacando-se espécies de mamíferos como macaco-prego e sagui, além do ouriço-cacheiro e diversas aves. Entre esses registros, 120 animais tiveram interação direta com a rede elétrica, o que indica uma frequência significativa desse contato. A análise dos dados revelou que a maior incidência de interações ocorreu em locais com presença expressiva de vegetação e circulação intensa de fauna, caracterizando áreas críticas para o planejamento de intervenções ambientais e de segurança.

Metodologia e envolvimento da comunidade local

Para além das câmeras instaladas em postes, os biólogos participantes realizaram mais de 250 horas de observação direta em campo, assegurando o levantamento detalhado do comportamento das espécies. Complementarmente, moradores locais contribuíram com relatos por meio de formulários e entrevistas, demonstrando que 70% dos entrevistados no Jardim Botânico já observaram animais utilizando estruturas da rede elétrica. Essa participação comunitária foi fundamental para validar os dados coletados e enriquecer o diagnóstico ambiental.

Medidas recomendadas para redução dos riscos à fauna e à infraestrutura

Com base nos resultados, o estudo detalhou diversas intervenções para minimizar impactos negativos. Entre as recomendações estão a poda de árvores próximas à rede, instalação de dispositivos que dificultem o pouso de aves em locais críticos, barreiras físicas em postes, isolamento de componentes energizados para evitar choques, e criação de passagens aéreas seguras que facilitem o deslocamento natural dos animais sem contato com a rede. Essas ações têm potencial para aumentar a segurança operacional da rede elétrica e proteger a biodiversidade urbana.

Desenvolvimento tecnológico para monitoramento e planejamento ambiental

Como parte integrante do projeto, foi criada uma plataforma tecnológica que integra informações sobre a infraestrutura elétrica, o ambiente urbano e o comportamento da fauna. Essa ferramenta possibilita a identificação de padrões detalhados de interação, facilitando o planejamento de intervenções específicas e monitoramento contínuo. A integração de dados tem como meta oferecer suporte científico e operativo para instituições responsáveis pela gestão ambiental e energética no Rio de Janeiro, promovendo a coexistência sustentável entre fauna e rede elétrica.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

Fonte: Logo CNN Brasil