MPF denuncia ex-presidente do Rioprevidência por obstrução de justiça em investigação do Banco Master

Ex-diretor é acusado de tentar atrapalhar apurações sobre investimentos do Rioprevidência no Banco Master, envolvendo sumiço de provas e desligamento de câmeras

MPF denuncia ex-presidente do Rioprevidência por obstrução de justiça em investigação do Banco Master
Fachada do Banco Master, alvo da investigação do MPF. Foto: m colorida do Banco Master

MPF denuncia ex-presidente do Rioprevidência por obstrução de justiça em apuração que envolve R$ 970 milhões investidos no Banco Master.

Contexto da denúncia do MPF contra ex-presidente do Rioprevidência

A denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra o ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, por obstrução de justiça, revela um esforço coordenado para dificultar as investigações relacionadas às transações do instituto com o Banco Master. Desde dezembro do ano anterior, Deivis teria conhecimento da apuração e iniciado ações para atrapalhar a Polícia Federal, afetando diretamente uma investigação que envolve um investimento de R$ 970 milhões feitos pelo Rioprevidência. O instituto é responsável pela gestão dos ativos financeiros que garantem os pagamentos de pensões e benefícios previdenciários no estado do Rio de Janeiro.

Ações de obstrução detalhadas pelo MPF

Segundo a denúncia, Deivis Marcon teria ordenado o desligamento das câmeras de segurança do prédio onde reside, além de solicitar ao responsável pela empresa de segurança que apagasse imagens que poderiam servir como provas. A ocultação de documentos também foi apontada, com a indicação de um apartamento localizado abaixo do seu utilizado para esconder materiais relevantes. Além disso, um veículo de luxo da marca Porsche foi transportado do Rio de Janeiro para Santa Catarina, possivelmente para dificultar sua apreensão.

Envolvidos na denúncia e as respectivas funções

Além de Deivis Marcon Antunes, o MPF denunciou três outras pessoas envolvidas nas ações de obstrução: Rodrigo Schmitz, empresário que teria transportado objetos para um apartamento no mesmo prédio; Bruno Elias Hins, responsável pela empresa de segurança que prestava serviços no local; e Aroldo Morais Elliot, motorista e responsável pelo transporte do veículo para Santa Catarina. A acusação pede a condenação dos quatro e o pagamento de uma indenização estimada em cerca de R$ 600 mil, além da perda dos bens relacionados ao caso.

Impactos da denúncia para a gestão de recursos previdenciários no Rio de Janeiro

O Rioprevidência, como autarquia pública independente, tem como função principal a administração dos recursos financeiros destinados ao pagamento de benefícios previdenciários no Rio de Janeiro. O investimento questionado no Banco Master compromete diretamente a segurança desses recursos. A denúncia por obstrução de justiça agrava ainda mais a situação, pois além das suspeitas de fraude financeira, há indícios de tentativa de manipulação e ocultação de evidências, o que prejudica a transparência e a confiança no sistema previdenciário estadual.

Resposta da defesa e próximos passos no processo judicial

A defesa de Deivis Marcon Antunes já se manifestou, negando as acusações e afirmando que todas as suas versões foram apresentadas para contestar a denúncia do MPF. Com a formalização da denúncia, o processo judicial deve seguir os trâmites legais para avaliar as provas e determinar eventual responsabilização criminal. Este caso permanece sob acompanhamento das autoridades competentes e representa um capítulo significativo na investigação dos investimentos do Rioprevidência e do Banco Master.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: m colorida do Banco Master