Polícia apreende bens e dinheiro cenográfico ligados a influenciadora no Rio de Janeiro

Operação Desfortuna avança no combate a jogos de azar ilegais com apreensão de itens e bloqueio de contas

Polícia apreende bens e dinheiro cenográfico ligados a influenciadora no Rio de Janeiro
Residência alvo de busca e apreensão durante a Operação Desfortuna. Foto: Redes Sociais

Dinheiro cenográfico e bens de influenciadora são apreendidos pela polícia em operação contra jogos de azar ilegais no Rio de Janeiro.

Apreensão de dinheiro cenográfico e bens na Operação Desfortuna no Rio de Janeiro

A Operação Desfortuna, realizada em 27 de março de 2026 no Rio de Janeiro, protagonizou a apreensão de aproximadamente US$ 40 mil em dinheiro cenográfico na residência da influenciadora digital Anna Beatryz Ferracini Ribeiro, conhecida como Bia Miranda, que possui mais de 5 milhões de seguidores nas redes sociais. Este material, segundo a polícia, era utilizado para a produção de conteúdos que atraíam seguidores e potenciais apostadores para plataformas online ilegais.

Além do dinheiro cenográfico, foram apreendidos joias, um veículo e diversos dispositivos eletrônicos que passarão por análise técnica para auxiliar no avanço das investigações sobre jogos de azar ilegais promovidos na internet.

Investigação da Polícia Civil sobre a promoção de jogos de azar ilegais online

A ação foi conduzida pela Delegacia de Combate ao Crime Organizado, à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD) e integra a segunda fase da Operação Desfortuna, que apura o envolvimento de influenciadores digitais na promoção de rifas ilegais e jogos de azar, prática vedada pela legislação brasileira. Bia Miranda está entre os 15 investigados que supostamente movimentaram cerca de R$ 4 milhões em um ano, com o grupo total estimando movimentações próximas a R$ 40 milhões nos últimos dois anos.

Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) indicam que a estrutura financeira investigada pode ter movimentado até R$ 4 bilhões, evidenciando a complexidade e o alcance do esquema.

Impacto financeiro e estratégias de divulgação adotadas pelos investigados

Os influenciadores envolvidos recebiam, em média, R$ 250 mil a cada três meses para divulgar as plataformas ilegais. Contratos contemplavam, em alguns casos, ganhos adicionais baseados nas perdas dos apostadores, denominados “cláusula da desgraça alheia”. Essa estratégia reforça o modelo comercial e as motivações financeiras por trás da promoção das apostas ilícitas.

Medidas judiciais e andamento das investigações

Além das apreensões, a polícia solicitou à Justiça o bloqueio das contas bancárias da influenciadora para evitar a continuidade das movimentações financeiras suspeitas. Até o momento, 31 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em três estados, resultando na apreensão de veículos, joias e aparelhos eletrônicos.

A operação foi motivada por informações da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, que indicaram a persistência na divulgação de sites ilegais mesmo após a primeira fase da operação.

Resposta da defesa e esclarecimentos sobre o uso de dinheiro cenográfico

Os advogados da influenciadora Bia Miranda destacaram que o uso de itens cenográficos e materiais audiovisuais é comum no marketing digital e não configura crime ou irregularidade. Eles ressaltam que as cédulas encontradas não possuem valor real e são facilmente identificáveis como objetos de cena, com imagens incompatíveis com moedas oficiais.

A defesa afirmou que a influenciadora está colaborando integralmente com as autoridades e que as medidas investigativas não devem ser equiparadas a condenações, reforçando o princípio da presunção de inocência.

Contexto e perspectivas futuras das investigações sobre jogos ilegais no Brasil

A Operação Desfortuna evidencia o esforço das autoridades brasileiras para enfrentar esquemas ilegais que utilizam influenciadores digitais para promover jogos de azar proibidos. A investigação segue em sigilo, buscando identificar todos os envolvidos e aprofundar a análise das práticas adotadas para burlar a legislação vigente.

A mobilização demonstra a crescente atenção das forças de segurança e órgãos reguladores para coibir crimes financeiros e proteger os consumidores contra fraudes e ilegalidades no ambiente virtual.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

Fonte: Redes Sociais