Alta do querosene de aviação deve impactar passagens aéreas em 2026

Modelo de preços da Petrobras indica reajuste de até 80% no QAV para abril, elevando custos do setor aéreo

Alta do querosene de aviação deve impactar passagens aéreas em 2026
Abastecimento de aeronave com querosene de aviação, combustível essencial para o setor aéreo. Foto: Ministério de Portos e Aeroportos mandou um ofício para a Petrobras na tentativa de sensibilizar a estatal • Shutterstock

Modelo da Petrobras prevê aumento de até 80% no preço do querosene de aviação, pressionando o custo das passagens aéreas no Brasil.

Contexto do aumento previsto no querosene de aviação para abril

A alta do querosene de aviação é uma medida que deve impactar fortemente o setor aéreo brasileiro em abril de 2026. Fontes próximas à Petrobras indicam que o preço do QAV pode subir entre 70% e 80% com base no modelo de precificação da estatal. Este possível reajuste ocorre após uma elevação de quase 10% verificada entre fevereiro e março, refletindo o aumento do preço do petróleo no mercado internacional desde o início do conflito no Oriente Médio em 28 de fevereiro. O cenário econômico global e a valorização do petróleo tipo Brent, que subiu 49,8%, juntamente com a alta de 71% no preço do óleo de aquecimento, são fatores determinantes para essa previsão.

Impactos para as companhias aéreas e consumidores brasileiros

A alta do querosene de aviação afeta diretamente os custos operacionais das companhias aéreas, já que o combustível representa em média 30% de seus gastos, podendo atingir 50% em períodos de tensão nos preços. Com o reajuste previsto, o setor poderá enfrentar aumento significativo nos custos, levando a repasses para o preço das passagens aéreas. Além disso, as empresas podem precisar cortar ou reduzir rotas aéreas, o que pode prejudicar o atendimento a diversas cidades no Brasil. Essa dinâmica preocupa o Ministério de Portos e Aeroportos, que já manifestou preocupação e encaminhou ofícios à Petrobras e sugestões ao Ministério da Fazenda para buscar alternativas que amenizem os efeitos para o setor e para os consumidores.

Reações e medidas governamentais diante da pressão sobre o QAV

O Ministério de Portos e Aeroportos enviou recentemente um ofício à Petrobras para tentar sensibilizar a estatal sobre os impactos que um aumento abrupto do QAV pode causar na indústria aérea e no transporte de passageiros. O documento também foi compartilhado com o Ministério de Minas e Energia e a Casa Civil. Além disso, foram apresentadas três propostas ao Ministério da Fazenda com o objetivo de conter os efeitos da elevação do combustível, inspiradas em medidas adotadas para o diesel e apoio a caminhoneiros. Até o momento, essas sugestões ainda não foram respondidas oficialmente.

Evolução dos preços do QAV e a influência dos mercados internacionais

O preço atual do querosene de aviação está em R$ 3,58 por litro, valor inferior ao registrado no final de 2022, quando chegou a R$ 5,08 por litro em meio aos temores gerados pela invasão da Ucrânia pela Rússia. A volatilidade dos preços do petróleo e seus derivados no mercado internacional, como o Brent e o óleo de aquecimento, tem impactado diretamente a formação do preço do QAV no Brasil. A Petrobras realiza ajustes contratuais mensais nos preços do combustível, sendo que o próximo reajuste para abril deve incorporar essas variações recentes, elevando os valores para as companhias aéreas.

Possíveis desdobramentos para o transporte aéreo e o consumidor final

O aumento previsto no querosene de aviação pode provocar uma série de efeitos no transporte aéreo brasileiro. O encarecimento do combustível tende a representar um aumento nas tarifas aéreas, tornando as passagens mais caras para os consumidores. Além disso, a pressão sobre os custos pode levar as companhias aéreas a reduzir o número de voos, diminuindo a oferta de rotas e prejudicando a conectividade, principalmente em regiões menos atendidas. Esses fatores reforçam a necessidade de medidas governamentais para equilibrar o impacto econômico e garantir a manutenção dos serviços aéreos essenciais no país.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

Fonte: Ministério de Portos e Aeroportos mandou um ofício para a Petrobras na tentativa de sensibilizar a estatal • Shutterstock