Missão Artemis II utiliza combustível sustentável em foguete da Nasa

Lançamento histórico com quatro astronautas rumo à órbita lunar destaca motores movidos a hidrogênio e oxigênio líquidos

Missão Artemis II utiliza combustível sustentável em foguete da Nasa
Foguete Artemis II durante teste antes do lançamento. Foto: Logo CNN Brasil

A missão Artemis II da Nasa usará hidrogênio e oxigênio líquidos, combinando potência e sustentabilidade para impulsionar o foguete rumo à órbita lunar.

Detalhes do combustível sustentável utilizado na missão Artemis II

A missão Artemis II, programada para lançamento em 1º de abril às 19h25 pelo horário de Brasília, destaca-se pelo uso de combustível sustentável na missão Artemis II, fundamental para mover o foguete Space Launch System (SLS) em direção à órbita lunar. O estágio central do SLS utiliza uma combinação de hidrogênio e oxigênio líquidos, cuja combustão gera água, tornando a propulsão surpreendentemente limpa do ponto de vista ambiental. Segundo o especialista em Astronáutica Pedro Pallotta, essa característica reduz significativamente a poluição associada ao lançamento, posicionando o motor central como um dos mais avançados da atualidade.

A importância dos propulsores laterais para o impulso inicial do foguete

Apesar do núcleo utilizar combustível líquido sustentável, o foguete SLS pesa mais de 1.500 toneladas, exigindo impulso adicional para vencer a força gravitacional terrestre. Para isso, o SLS conta com propulsores laterais de propelente sólido fabricados pela Northrop Grumman, essenciais para garantir a potência e estabilidade na decolagem. Esses boosters aumentam a capacidade de carga e impulsionam o foguete durante os primeiros minutos do voo, complementando a eficiência do motor central movido a hidrogênio e oxigênio líquidos.

A reutilização dos motores RS-25 e seu impacto tecnológico

Os motores RS-25, responsáveis pela queima do combustível líquido no estágio central, foram reaproveitados dos antigos ônibus espaciais da Nasa. Um desses motores chegou a voar 15 vezes, demonstrando a durabilidade e confiabilidade da tecnologia empregada. Fabricados pela Boeing, esses motores combinam alta eficiência e sustentabilidade, refletindo a evolução dos sistemas de propulsão espacial e contribuindo para a viabilidade econômica da missão, cujo custo estimado é de aproximadamente US$ 4,1 bilhões por lançamento.

Composição e diversidade da tripulação da Artemis II

A missão Artemis II levará quatro astronautas a bordo da cápsula Orion em uma tripulação histórica pela diversidade. Reid Wiseman atuará como comandante, com Victor Glover como piloto, o primeiro homem negro a alcançar essa distância no espaço. Christina Koch será a primeira mulher designada para uma missão lunar, enquanto Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense, será o primeiro não estadunidense a participar de uma missão tripulada ao redor da Lua. Essa composição reforça o compromisso da Nasa com a inclusão e a cooperação internacional em seus projetos espaciais.

Objetivos e trajetória da missão Artemis II em detalhamento

Com duração estimada de dez dias, a Artemis II seguirá uma trajetória em forma de “oito”, contornando o lado oculto da Lua. Após realizar duas órbitas iniciais ao redor da Terra, a nave será impulsionada em direção ao satélite natural na trajetória de livre retorno, que utiliza a gravidade lunar para garantir o retorno seguro sem manobras complexas. O ponto de maior aproximação permitirá aos astronautas observar a Lua em um tamanho aparente significativo, semelhante a uma bola de basquete vista de perto. A missão não prevê pouso lunar, tendo como principal objetivo testar sistemas vitais da cápsula Orion, como suporte à vida, navegação e escudo térmico durante a reentrada.

Desafios físicos enfrentados pelos astronautas durante a missão

Durante a missão, os astronautas deverão lidar com a exposição à radiação cósmica e os efeitos da microgravidade, que incluem perda de massa óssea e muscular, além de alterações na circulação de fluidos corporais. Para conter riscos à saúde, a alimentação será composta por itens de longa duração, cuidadosamente desenvolvidos para minimizar resíduos que possam comprometer os equipamentos a bordo. Esses cuidados ressaltam a complexidade dos experimentos humanos no espaço e a importância do projeto para futuras missões mais longas e complexas.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

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