Viagem de cerca de 10 dias ao redor da Lua marca retorno histórico com astronautas a bordo

A missão Artemis II da Nasa promete uma viagem histórica de 10 dias ao redor da Lua, testando sistemas cruciais para futuras expedições lunares.
Confira a programação completa da missão Artemis II
Dia 1-3 / Órbita terrestre: Testes integrados dos sistemas da nave Orion, incluindo suporte à vida, propulsão, navegação e comunicação.
Dia 4 / Manobra de injeção translunar: Queima de motor para deixar a órbita terrestre e iniciar viagem rumo à Lua.
Dia 5-7 / Trajeto até a Lua: Monitoramento contínuo dos sistemas, com a nave se afastando da Terra e atingindo distâncias inéditas em voos tripulados.
Dia 7 / Contorno do lado oculto da Lua: Nave segue a trajetória de “retorno livre”, alcançando sua maior distância do planeta.
Dia 8-9 / Viagem de retorno: Testes em ambiente de espaço profundo, avaliando energia, controle térmico e demais operações.
Dia 10 / Reentrada e amerissagem: Preparação para reentrada atmosférica, enfrentando velocidades superiores a 40 mil km/h, seguida da recuperação no Oceano Pacífico.
Primeiro voo tripulado ao redor da Lua após o programa Apollo
A missão Artemis II representa o retorno da humanidade ao entorno lunar com tripulação a bordo, algo que não ocorre desde o fim do programa Apollo, há mais de 50 anos. A presença de quatro astronautas a bordo da Orion permitirá avaliar o desempenho de sistemas cruciais em ambiente real, com condições adversas do espaço profundo. John Carman, membro da equipe da agência espacial, destaca que os dados coletados serão essenciais para garantir a segurança das próximas missões lunares.
Injeção translunar e trajetória de “retorno livre”: inovação e segurança
A manobra de injeção translunar impulsiona a nave fora da órbita terrestre para a rota lunar, exigindo precisão e coordenação. A escolha da trajetória de “retorno livre” oferece uma segurança adicional, permitindo que a Orion retorne automaticamente para a Terra caso ocorra algum problema sem a necessidade de correções complexas. Esta estratégia reduz riscos e otimiza o consumo de combustível, aspectos decisivos para missões futuras com pouso na superfície lunar.
Avaliação dos sistemas em ambiente de espaço profundo
Durante a fase de distância máxima da Terra, a tripulação executa testes contínuos nos sistemas de energia, controle térmico e comunicações, simulando condições que serão enfrentadas em missões prolongadas. Este monitoramento rigoroso é crucial para validar a resistência da nave Orion e a capacidade da equipe em operar em um cenário isolado, sem suporte imediato da Terra.
Reentrada atmosférica e amerissagem: desafio final da missão Artemis II
Ao retornar, a cápsula enfrentará temperaturas extremas e velocidades acima de 40 mil quilômetros por hora, colocando à prova o escudo térmico desenvolvido especialmente para esta missão. A amerissagem está prevista no Oceano Pacífico, onde equipes de recuperação estarão prontas para garantir a segurança dos astronautas. Este momento marca a conclusão de uma etapa vital para o programa Artemis, que pretende levar humanos novamente à superfície lunar ainda nesta década.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
Fonte: Logo CNN Brasil





