Homem condenado a 80 anos por matar três crianças em Paraty

Tribunal do Júri decide pena máxima para acusado de triplo homicídio qualificado e tentativa de feminicídio no Rio de Janeiro

Homem condenado a 80 anos por matar três crianças em Paraty
Fachada do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro Foto: Fachada do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

Homem é condenado a 80 anos de prisão por matar três crianças e tentar feminicídio em Paraty, RJ.

Condenação de homem a 80 anos por triplo homicídio em Paraty

O homem condenado a 80 anos na noite de 31 de março em Paraty, no sul do Rio de Janeiro, foi sentenciado por triplo homicídio qualificado e tentativa de feminicídio. Fernando Evangelista da Silva matou três crianças: Marya Clara, de 7 anos, Cauãn, de 5, e Marya Alice, de 4, além de tentar matar sua então companheira. O crime ocorreu em janeiro de 2020, quando ele ateou fogo à residência, trancando as vítimas dentro.

Detalhes da dinâmica do crime e motivação do acusado

Segundo a denúncia do Ministério Público, o réu posicionou um colchão em chamas na porta da casa, impedindo a saída das vítimas que estavam dormindo. A companheira estava no banheiro no momento do incêndio. Após colocar fogo, Fernando trancou a residência, bloqueando qualquer chance de fuga. A motivação apontada foi o inconformismo com o relacionamento e a rejeição às crianças, o que demonstrou a natureza cruel do crime.

Análise das qualificadoras e aumento de pena pelo Tribunal do Júri

O Conselho de Sentença aplicou qualificadoras importantes, como o emprego de fogo como meio cruel e o uso de recurso que dificultou a defesa das vítimas, além da causa de aumento da pena por conta da idade das crianças serem menores de 14 anos. Em relação à tentativa de feminicídio, foram reconhecidas qualificadoras similares, incluindo a majorante pelo fato do crime ter ocorrido na presença de descendentes.

Impactos sociais e resposta da promotoria especializada

A promotora Simone Sibílio, coordenadora do Grupo de Atuação Especializada do Tribunal do Júri, ressaltou a complexidade do caso e o impacto devastador para a família. A condenação representa um alento para os familiares, reafirmando a gravidade dos crimes cometidos. A promotoria agiu firmemente para proteger os direitos da vítima sobrevivente durante todo o processo, especialmente após o abandono do plenário pela defesa na primeira tentativa de julgamento.

Medidas jurídicas e prisão imediata após a sentença

Fernando Evangelista foi preso imediatamente após o anúncio da sentença. O julgamento foi realizado em segunda sessão, garantindo o devido processo legal e a proteção dos direitos das partes envolvidas. A condenação a 80 anos em regime fechado reflete a severidade com que o sistema de justiça lidou com um crime de extrema crueldade e repercussão social.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

Fonte: Fachada do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro