Lula reforça pedido a Donald Trump para extradição de brasileiro ligado à Refit

Presidente Lula destacou conversa telefônica com Trump em dezembro sobre combate ao crime organizado e solicitou entrega do empresário Ricardo Magro aos órgãos brasileiros

Lula reforça pedido a Donald Trump para extradição de brasileiro ligado à Refit
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante entrevista à TV Record Bahia. Foto: Ricardo Stuckert / PR

Lula pediu a Donald Trump a extradição do empresário Ricardo Magro, dono da Refit, em conversa sobre combate ao crime organizado em dezembro.

Pedido oficial a Donald Trump para extradição do empresário Ricardo Magro

O pedido a Donald Trump para que entregue brasileiros foragidos da Justiça foi reafirmado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quinta-feira (02/04). Em entrevista à TV Record Bahia, Lula detalhou uma conversa telefônica ocorrida em dezembro entre ele e o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na qual discutiram medidas para combater o crime organizado. Na ocasião, Lula solicitou expressamente a entrega do empresário Ricardo Magro, dono do Grupo Refit, que atualmente reside em Miami.

Investigação e impacto do esquema da Refit no Brasil

Ricardo Magro é apontado como controlador da Refit, considerada a maior devedora de ICMS do estado de São Paulo. A empresa esteve no centro de uma megaoperação da Polícia Federal em novembro, que identificou um esquema suspeito de causar um rombo de R$ 26 bilhões nos cofres públicos, tornando a Refit a maior devedora contumaz do país. A investigação aponta que Magro utilizava diversas empresas para sonegar impostos, especialmente através da compra de combustíveis mais baratos de outros estados, além de práticas de lavagem de dinheiro e blindagem patrimonial.

Estrutura das operações contra o crime e medidas legislativas

Além do esforço diplomático para a extradição, o presidente Lula enfatizou a importância da aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 18/2025, conhecida como “PEC da Segurança”, atualmente parada no Senado. Essa proposta visa incluir o Sistema Único da Segurança Pública (SUSP) na Constituição, estabelecendo parâmetros rígidos para o combate ao crime organizado, incluindo regras mais duras contra lideranças criminosas, como a vedação à progressão de regime e a possibilidade de expropriação de bens relacionados a atividades ilícitas.

Contexto político e papel do Ministério da Segurança Pública

Caso aprovada, a PEC permitirá a criação de um ministério específico para gerir as políticas de segurança pública, atualmente sob responsabilidade do Ministério da Justiça. Essa reestruturação é vista como fundamental para o aprimoramento das estratégias do governo na luta contra o crime organizado, alinhada à cooperação internacional exemplificada pelo pedido de extradição feito a Donald Trump.

Desdobramentos e perspectivas para o combate ao crime organizado

A iniciativa do presidente Lula demonstra um esforço diplomaticamente articulado para enfrentar o crime transnacional, articulando ações internas, reformas legislativas e alianças internacionais. A investigação sobre o Grupo Refit e seu controlador Ricardo Magro simboliza um desafio significativo para o sistema jurídico e de segurança brasileiro, com impactos diretos no controle da sonegação fiscal e no fortalecimento da governança pública.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: Ricardo Stuckert / PR