A jornalista e historiadora analisa como o mundo mudou após Donald Trump e o papel de potências como o Brasil na nova ordem global

Anne Applebaum destaca que o mundo pré-Trump não retorna e potências médias, como o Brasil, terão papel decisivo nas novas dinâmicas globais.
Potências médias e Brasil: o novo cenário global pós-Trump
A análise da jornalista e historiadora Anne Applebaum destaca que o mundo pré-Donald Trump não vai voltar, abrindo espaço para que potências médias e o Brasil possam criar novas dinâmicas globais em conjunto. Em entrevista concedida ao WW Especial que foi ao ar no domingo, 5 de fevereiro de 2026, Applebaum traça paralelos históricos para explicar as transformações em curso no sistema internacional.
Segundo Applebaum, a situação atual se assemelha à queda de Júlio César, quando o assassinato do ditador não restaurou o controle da República Romana, mas acelerou sua transformação em um império. “Nós não vamos voltar para algum ‘mundo de Barack Obama’. Algo diferente virá a seguir”, conclui a historiadora, indicando que as potências médias, incluindo o Brasil, terão papel estratégico na configuração futura.
Brasil como ator-chave nas mudanças geopolíticas globais
O Brasil, enquanto potência média, emerge como um dos protagonistas das novas relações internacionais, com potencial para influenciar acordos e alianças que reconfiguram o equilíbrio global. Applebaum sugere que esse protagonismo não é apenas uma consequência da mudança dos Estados Unidos sob Trump, mas parte de uma tendência maior de multipolaridade. O país pode atuar como articulador regional e global, promovendo interesses que dialoguem com diferentes blocos e potências.
Essa atuação brasileira reflete a crescente importância das economias emergentes e de seus papéis em questões como comércio, meio ambiente, tecnologia e segurança internacional. A capacidade de influenciar essas agendas será crucial para consolidar o Brasil como uma potência média relevante no século XXI.
Implicações para a ordem internacional e desafios futuros
O reconhecimento de que o mundo pré-Trump não retornará implica desafios e oportunidades para países de médio porte. A nova ordem pode ser mais fluida, com múltiplos centros de poder competindo e cooperando simultaneamente. Applebaum destaca que, nesse contexto, a habilidade diplomática, a inovação política e a adaptação às mudanças globais serão determinantes para o sucesso desses países.
O Brasil, nesse cenário, deverá equilibrar sua inserção internacional com as demandas internas e os interesses econômicos, sociais e ambientais. A construção de uma política externa eficaz e coerente será fundamental para garantir que o país exerça influência positiva e sustentável na nova ordem mundial.
Reflexões sobre a liderança global e o papel dos EUA
Embora a aprovação da liderança da China tenha superado a dos Estados Unidos em pesquisas recentes, o papel dos EUA continua central no panorama global. No entanto, segundo Applebaum, a era dominada por um único líder ou país pode estar se transformando, com um mundo mais fragmentado e multipolar emergindo. Este contexto abre espaço para que potências médias e atores regionais assumam maior protagonismo.
A entrevista aponta para um processo contínuo de redefinição do poder global, onde as estratégias e decisões que potências médias, como o Brasil, adotarem serão decisivas para moldar o futuro das relações internacionais.
WW Especial com Anne Applebaum e o debate sobre o futuro do mundo
O programa WW Especial, apresentado por William Waack, tem veiculado debates que aprofundam a compreensão das transformações geopolíticas atuais. A participação de Anne Applebaum traz uma perspectiva histórica e analítica que contribui para entender os rumos do sistema internacional pós-Trump.
Esse espaço de discussão é fundamental para o público compreender os desafios e as possibilidades que se apresentam para o Brasil e outras potências médias, enquanto o mundo navega por um período de mudanças intensas e complexas.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
Fonte: Logo CNN Brasil





