Mudança nas normas permite contratos comerciais de até 75 anos, impulsionando investimentos em shopping centers, hotéis e escritórios próximos a terminais

Mudança na regra de concessões aeroportuárias abre caminho para contratos comerciais de até 75 anos e amplia investimentos bilionários em empreendimentos imobiliários.
Confira a programação de novos empreendimentos imobiliários em aeroportos brasileiros
Com a recente flexibilização nas regras de concessão, diversas concessionárias protocolaram projetos comerciais bilionários para áreas ao redor dos principais aeroportos do país. Segundo dados oficiais do Ministério de Portos e Aeroportos, seis empreendimentos já estão em análise técnica, abrangendo cidades estratégicas, como:
Brasília: Shopping center com área de 60 mil metros quadrados e mais de 130 lojas, além de cinema e área de shows.
Curitiba: Projetos imobiliários em fase inicial, visando expansão comercial.
Fortaleza: Parcerias para hotéis e centros logísticos.
Galeão (Rio de Janeiro): Estudos para novos empreendimentos imobiliários comerciais.
- Vitória: Ampliação imobiliária com potencial para R$ 1 bilhão em investimentos adicionais.
Essa agenda demonstra a movimentação intensa do setor para aproveitar a nova legislação que permite contratos comerciais com prazos muito superiores aos anteriores.
Impactos da nova regra de contratos comerciais para aeroportos
A mudança nas normas de concessão aeroportuária permitiu que contratos comerciais tenham vigência de até 75 anos – combinando os 30 anos típicos da concessão com mais 45 anos adicionais. Isso elimina a insegurança jurídica anterior, que limitava investimentos de longo prazo, como shopping centers e torres de escritórios.
Fábio Rogério Carvalho, CEO da ABR Aeroportos do Brasil, destaca que essa alteração propicia um ambiente favorável para impulsionar o desenvolvimento imobiliário e econômico nas regiões aeroportuárias. Além de aumentar a receita das concessionárias, o setor contribui para o crescimento das cidades, atraindo investimentos e gerando emprego.
Concessionárias e suas estratégias para explorar áreas comerciais
Empresas como a Motiva, responsável por 17 aeroportos, identificaram cerca de 50 áreas com potencial imobiliário. A expectativa é dobrar o número de contratos comerciais até 2027, ampliando a receita e a diversidade de serviços próximos ao aeroporto.
Já a Zurich Airport Brasil, que administra terminais em Florianópolis, Vitória, Natal e Macaé, aproveita o momento para expandir sua atuação imobiliária. Com cerca de 1 milhão de metros quadrados destinados ao desenvolvimento, a empresa já atrai investimentos expressivos, especialmente em Vitória, que contabiliza R$ 2 bilhões aplicados e pode receber mais R$ 1 bilhão, gerando milhares de empregos.
Exemplos concretos de investimentos imobiliários próximos a aeroportos
No aeroporto de Confins (MG), a concessionária BH Airport destaca que o ambiente regulatório mais estável facilita a atração de investidores para projetos de maior maturação. Recentemente, inaugurou um hotel com 60 acomodações para passageiros e tripulantes, integrando serviços ao terminal.
Em Porto Alegre e Fortaleza, a Fraport Brasil firmou quatro novas parcerias comerciais, incluindo centros logísticos e hotéis. A empresa avalia que o real estate poderá representar até 5% do faturamento dos aeroportos, com projetos oferecendo lazer, cultura e serviços para moradores e turistas.
Os benefícios para as cidades e o desenvolvimento urbano regional
A expansão dos empreendimentos imobiliários ao redor dos aeroportos vai além do aumento de receitas para as concessionárias. Danilo Sesiki, diretor comercial da Zurich Airport Brasil, ressalta que os investimentos promovem geração de empregos, aquecem a economia local e ampliam a arrecadação tributária.
Além disso, a integração do aeroporto com áreas comerciais e de entretenimento reforça o papel dos terminais como verdadeiras extensões urbanas, beneficiando residentes e visitantes com infraestrutura aprimorada.
Perspectivas futuras para o mercado imobiliário aeroportuário no Brasil
Com a nova portaria do Ministério de Portos e Aeroportos, o setor aeroportuário brasileiro se posiciona para um ciclo de crescimento e atração de capitais nacionais e internacionais. A possibilidade de contratos mais longos proporciona segurança para investidores aplicarem em projetos de longo prazo.
Espera-se que, até 2027, o número de empreendimentos imobiliários ligados aos aeroportos brasileiros aumente significativamente, reforçando a transformação dos terminais em polos multifuncionais que integram transporte, negócios, lazer e cultura, promovendo o desenvolvimento sustentável das cidades.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
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