Gabriel Galípolo esclarece relação com Alexandre de Moraes na CPI sobre Magnitsky

Presidente do Banco Central nega conversas sobre banco Master e detalha encontros com ministros do STF em meio à crise de 2025

Gabriel Galípolo esclarece relação com Alexandre de Moraes na CPI sobre Magnitsky
Gabriel Galípolo durante sessão da CPI do Crime Organizado. Foto: Metrópoles @BrenoEsakiFoto

Gabriel Galípolo nega conversas com Alexandre de Moraes sobre banco Master e detalha encontros com STF na crise de 2025.

Contexto das reuniões entre Gabriel Galípolo e ministros do STF durante a crise Magnitsky

Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, afirmou em 8 de abril de 2026 na CPI do Crime Organizado que manteve encontros frequentes e cordiais com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), incluindo Alexandre de Moraes, para discutir os impactos da sanção da Lei Magnitsky imposta pelos Estados Unidos. Segundo Galípolo, essa crise representou a maior do ano de 2025 para o sistema financeiro brasileiro.

Negativa de conversas específicas sobre Banco Master e Daniel Vorcaro

Durante seu depoimento, Galípolo negou ter tratado diretamente com Alexandre de Moraes sobre a liquidação do Banco Master e a situação do banqueiro Daniel Vorcaro. Ele destacou que, apesar de diversas reuniões com membros do STF, os assuntos estavam sob rigoroso sigilo bancário e financeiro, o que exigia cautela para evitar riscos ao sistema e preservar a privacidade das partes envolvidas.

Reunião no Palácio do Planalto com Daniel Vorcaro e autoridades financeiras

Gabriel Galípolo confirmou que em 4 de dezembro participou de uma reunião no Palácio do Planalto com Daniel Vorcaro, ex-presidente do Banco de Brasília Augusto Lima, o ministro Rui Costa e o ex-ministro Guido Mantega. Na ocasião, os acionistas do Banco Master alegaram estar sendo alvo de perseguição pelo mercado financeiro, fato que Galípolo disse não ser compatível com o tamanho da instituição. Os acionistas foram encaminhados para os técnicos do Banco Central para análise.

Impactos da Lei Magnitsky e sanções contra Alexandre de Moraes

A sanção da Lei Magnitsky, aplicada pela administração Trump, incluiu o nome de Alexandre de Moraes na lista de punições por supostos abusos contra direitos humanos e restrições à liberdade de expressão. Galípolo classificou essas sanções como “inusitadas”, porém garantiu que não representaram risco ao sistema financeiro brasileiro. Ele reiterou a cordialidade nas relações e o cuidado em preservar a confidencialidade durante as tratativas.

Objetivos da CPI do Crime Organizado e participação de Gabriel Galípolo

A CPI busca esclarecer a atuação de servidores do Banco Central e investigar supostas fraudes e esquemas de lavagem de dinheiro relacionados ao Banco Master. Gabriel Galípolo foi convocado na condição de convidado, estando sua presença facultativa, diferentemente do que ocorreu com seu antecessor Roberto Campos Neto, que não compareceu. O depoimento de Galípolo trouxe detalhes importantes para o avanço das investigações e o entendimento sobre a crise financeira de 2025.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: Metrópoles @BrenoEsakiFoto