Receita federal intensifica cobrança de R$ 6 bilhões no setor de bebidas alcoólicas em 2025

Crescimento das fiscalizações e irregularidades refletem aumento de créditos tributários no segmento de bebidas alcoólicas e outros setores sob controle especial

Receita federal intensifica cobrança de R$ 6 bilhões no setor de bebidas alcoólicas em 2025
No fim de 2025, o Brasil vivenciou um surto de intoxicação por metanol devido à ingestão de bebidas alcoólicas adulteradas • Freepik

Em 2025, a Receita Federal registrou R$ 5,96 bilhões em crédito tributário do setor de bebidas alcoólicas, refletindo aumento de fiscalizações e irregularidades.

Panorama geral da cobrança de créditos tributários pela Receita Federal em 2025

A receita federal cobrança bebidas alcoólicas atingiu R$ 5,96 bilhões em crédito tributário constituído no ano de 2025, refletindo uma intensificação nas ações de fiscalização. Este resultado representa um aumento de cerca de 8% em relação a 2024, quando o valor cobrado foi de R$ 5,51 bilhões. Segundo a subsecretária de Fiscalização, Andrea Costa Chaves, o montante devido pode estar em diferentes estágios, incluindo contencioso judicial, pagamento integral ou parcelamento.

Crescimento nas fiscalizações e impacto no setor de bebidas alcoólicas

O número de fiscalizações no setor de bebidas alcoólicas subiu de 19 em 2024 para 23 em 2025, indicando maior rigor na verificação de irregularidades. O aumento nas ações fiscais ocorreu em um contexto delicado, marcado pelo surto de intoxicação por metanol no final de 2025, que levou à interdição de diversos estabelecimentos comerciais, como distribuidoras, bares e supermercados, por questões sanitárias. Esse cenário reforça a necessidade de um monitoramento mais rigoroso para coibir práticas ilegais e proteger a saúde pública.

Crédito tributário constituído em setores sob controle especial

Além do setor de bebidas alcoólicas, outros segmentos também tiveram destaque na cobrança de créditos tributários. O setor de produtos de fumo teve R$ 1,44 bilhão em créditos constituídos, enquanto bebidas não alcoólicas somaram R$ 590 milhões, biodiesel R$ 430 milhões e papel imune R$ 130 milhões. Essas cifras evidenciam a abrangência da fiscalização sobre setores regulados, com o objetivo de assegurar o cumprimento das obrigações tributárias.

Distribuição dos créditos tributários em pessoas jurídicas e físicas

No total, as fiscalizações da Receita Federal alcançaram R$ 233,4 bilhões em créditos tributários constituídos em 2025, sendo R$ 221,9 bilhões referentes a pessoas jurídicas e R$ 11,2 bilhões a pessoas físicas. Entre empresas, os principais grupos tributários autuados foram IRPJ/CSLL (61,2%), PIS/Cofins (18,8%) e Contribuição Previdenciária (6,8%). A autorregularização de grandes contribuintes resultou em R$ 58,2 bilhões em autuações, dos quais apenas R$ 6 bilhões foram efetivamente arrecadados até o momento.

Fiscalização e autorregularização no Imposto de Renda das pessoas físicas

No âmbito das pessoas físicas, a Receita cobrou R$ 5,2 bilhões por irregularidades detectadas no Imposto de Renda em 2025. Deste total, metade corresponde a contribuintes com declarações retidas em malha fiscal que não se autorregularizaram, e a outra metade a contribuintes que procederam à autorregularização. Essa divisão demonstra a importância da autorregularização para a mitigação de penalidades e demonstra o esforço do Fisco em monitorar declarações suspeitas.

Operações especiais e combate a irregularidades fiscais relevantes

A Receita também contabilizou R$ 1 bilhão em créditos tributários constituídos a partir de fiscalizações especiais, como a Operação Carbono Oculto. Foram realizadas 11 operações desse tipo em 2025, voltadas para identificar irregularidades fiscais complexas. Essas iniciativas são fundamentais para fortalecer o combate à sonegação e aumentar a eficiência na arrecadação tributária federal.

A intensificação da receita federal cobrança bebidas alcoólicas e de outros setores em 2025 evidencia um esforço expandido do Fisco para garantir o cumprimento das obrigações tributárias, proteger a saúde pública e reforçar a arrecadação. O aumento das fiscalizações e o uso de operações especiais refletem um cenário de maior rigor e monitoramento, alinhado ao combate à fraude e irregularidades no país.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br