Investimento de R$ 46,47 milhões garante estrutura sustentável e tecnologia de ponta para o novo Planetário do Parque da Ciência Newton Freire Maia

Investimento de R$ 46,47 milhões impulsiona construção do planetário mais moderno da América Latina no Parque da Ciência Newton Freire Maia, em Pinhais.
Novo Planetário em Pinhais é destaque na América Latina
O avanço das obras do planetário mais moderno da América Latina no Parque da Ciência Newton Freire Maia, em Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba, demonstra o compromisso com a inovação na educação científica. Com investimentos de R$ 46,47 milhões do Governo do Paraná, o projeto liderado pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar) pretende oferecer uma estrutura moderna e sustentável, capaz de transformar a forma como os estudantes e a comunidade regional têm acesso ao conhecimento astronômico.
A primeira-dama do Paraná, Luciana Saito Massa, acompanhou o progresso da construção em visita oficial em 10 de fevereiro de 2026, destacando a relevância do equipamento para o desenvolvimento educacional do estado. Para o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, o planetário será uma ferramenta inovadora que possibilitará experiências imersivas aos estudantes, contribuindo para o aprendizado do sistema solar e dos corpos celestes.
Estrutura sustentável e inovadora com madeira engenheirada
O projeto do planetário incorpora técnicas construtivas modernas, utilizando madeira engenheirada — um método que consiste em camadas de madeira coladas sob alta pressão para formar peças resistentes e estáveis. Essa técnica proporciona maior eficiência estrutural e reduz significativamente a geração de resíduos em comparação com construções tradicionais em concreto e aço, reforçando o compromisso ambiental do empreendimento.
A edificação terá mais de 4,5 mil metros quadrados, incluindo cúpula de projeção imersiva, auditório, salas expositivas, ambientes pedagógicos, administrativos e áreas de apoio aos visitantes. Também está prevista a revitalização e o paisagismo da trilha do Rio Canguiri, dentro do Parque da Ciência, ampliando a conexão do espaço com a natureza local.
Tecnologia de projeção alemã de última geração
O planetário será equipado com sistema de projeção Asterion Premium Velvet LED XI, da renomada empresa alemã Carl Zeiss, referência mundial em tecnologia óptica. Este equipamento é capaz de simular com alta definição mais de 9 mil corpos celestes, incluindo planetas, nebulosas e fenômenos astronômicos, por meio de tecnologia digital avançada.
O investimento na aquisição do sistema de projeção foi cerca de 6 milhões de euros, aproximadamente R$ 37,2 milhões na cotação da época, evidenciando a prioridade na qualidade tecnológica para o equipamento. Essa inovação permitirá que visitantes e estudantes tenham uma experiência educativa imersiva e precisa, tornando o planetário uma referência não apenas regional, mas também continental.
Parcerias e objetivos educacionais do projeto
O novo planetário integra um conjunto de investimentos para a modernização do Parque da Ciência Newton Freire Maia, com o objetivo de ampliar o acesso à ciência e fomentar a popularização do conhecimento astronômico. A iniciativa ocorre em cooperação entre o Fundepar, Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR), Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e o Fundo Paraná.
Segundo o secretário Aldo Nelson Bona, o equipamento não será apenas uma unidade demonstrativa, mas terá papel ativo na pesquisa científica e na disseminação do conhecimento sobre o espaço e os sistemas celestes. A perspectiva é que o planetário beneficie toda a rede estadual e municipal de educação, estimulando o interesse dos jovens por ciências exatas e tecnológicas.
Impactos esperados para a educação e a comunidade
Além de oferecer recursos educativos avançados, o planetário tem potencial de fortalecer o turismo científico e cultural em Pinhais e Região Metropolitana de Curitiba. A infraestrutura moderna, aliada à tecnologia de ponta e à sustentabilidade da construção, posiciona o parque como um polo de inovação e aprendizado.
A expectativa é que estudantes de diversas regiões tenham a oportunidade de experimentar uma imersão completa no universo astronômico, com apoio pedagógico e atividades práticas. Essa abordagem pode contribuir para elevar o nível educacional e despertar novas vocações científicas, preparando jovens para os desafios tecnológicos do futuro.
A obra é conduzida por um consórcio de construtoras e encontra-se na fase de fundações após etapas iniciais de terraplanagem e limpeza do terreno, com previsão de conclusão que fortalecerá o Parque da Ciência como um espaço de referência para ciência, educação e lazer na América Latina.







