Cerimônia no Estádio Azteca valoriza diversidade mexicana, mas peca pela curta duração e uso excessivo de playback

Cerimônia de abertura da Copa do Mundo 2026 celebrou a cultura mexicana, mas teve curta duração e abuso de playback.
A abertura da Copa do Mundo de 2026, realizada no Estádio Azteca, na Cidade do México, nesta quinta-feira (11), destacou a riqueza cultural do México, mas a cerimônia recebeu críticas por sua curta duração e pelo uso excessivo de playback. A programação teve cerca de 15 minutos e contou com apresentações de artistas renomados que representaram diferentes vertentes da música latina e mundial.
Destaques artísticos e celebração da cultura mexicana
A cerimônia começou com a cantora Lila Downs exaltando a ancestralidade e os povos originários do México, reforçando a mensagem de que o futebol une gerações e culturas. A diversidade cultural do país foi o fio condutor das apresentações, que buscaram valorizar diferentes expressões artísticas mexicanas, além de integrar artistas internacionais para representar a universalidade do evento.
Maná, icônico grupo de rock latino, animou o público ao interpretar “Oye Mi Amor”, embora sua participação tenha sido breve e marcada pelo uso de playback. A banda, fundada nos anos 80, trouxe uma energia clássica, mas a ausência de uma colaboração especial, como a presença de Carlos Santana para tocar “Corazón Espinado”, foi sentida pelos fãs e críticos.
Uso de playback e impacto na recepção do público
O abuso do playback durante as apresentações foi um dos pontos mais comentados. Além do Maná, artistas como Belinda, Danny Ocean e J Balvin também utilizaram esse recurso, o que gerou uma percepção de falta de espontaneidade e autenticidade na cerimônia. Esse aspecto diminuiu a experiência para quem esperava uma performance ao vivo mais intensa e interativa.
Performance de Shakira e Burna Boy com a canção oficial Dai Dai
Um dos momentos mais aguardados foi a apresentação da colombiana Shakira e do nigeriano Burna Boy com a música oficial da Copa, “Dai Dai”. Apesar das coreografias bem elaboradas e da energia dos artistas, a performance seguiu a fórmula previsível da faixa, uma mescla de pop latino com afrobeats que, embora eficiente como hino esportivo, não alcançou a força e originalidade de trabalhos anteriores da cantora, como o emblemático “Waka Waka” de 2010.
Apresentação de Andrea Bocelli e Ejae e problemas técnicos
Quase uma hora após o início das festividades, o tenor italiano Andrea Bocelli e a cantora sul-coreana Ejae realizaram o dueto da música “DNA”, hino oficial da Copa que mistura vocais clássicos com batidas eletrônicas produzidas por David Guetta. Apesar da expectativa, a apresentação foi prejudicada por problemas de equalização sonora, perceptíveis na transmissão televisiva, afetando a qualidade do som e a experiência do público.
Programações paralelas nos Estados Unidos e Canadá
Além da cerimônia no México, os outros países-sede do Mundial, Estados Unidos e Canadá, programaram shows especiais para os dias seguintes, contando com nomes como Alanis Morissette, Michael Bublé, Anitta e Katy Perry. Esses eventos prometem ampliar a celebração cultural do torneio, oferecendo experiências musicais variadas e de grande apelo popular.
A abertura da Copa do Mundo 2026 evidenciou a riqueza cultural mexicana, mas também expôs desafios na organização artística, especialmente quanto à duração limitada e à preferência por performances pré-gravadas, aspectos que podem influenciar na percepção global do evento.





