Falta de proteção na rodovia é apontada como fator crucial

Acidente na PR-444 vitima cinco pessoas; Bombeiros detalham resgate e riscos.
O acidente na PR-444, ocorrido na noite de 22 de dezembro de 2025, resultou em cinco mortes e gerou uma resposta imediata do Corpo de Bombeiros de Arapongas. A corporação descreveu o incidente como “gravíssimo” e de alta complexidade, refletindo sobre os fatores que contribuíram para a tragédia.
Circunstâncias do acidente
O chamado para o resgate foi recebido por volta das 23h57, com informações que indicavam múltiplas vítimas e possíveis fatalidades. O subtenente Leal, que esteve na cena, relatou que a operação exigiu um caminhão de combate a incêndio, uma ambulância e viaturas de apoio, além do suporte do Samu, dada a gravidade da situação. Ao chegarem, os socorristas encontraram todos os ocupantes dos veículos envolvidos já sem vida, o que complicou ainda mais o trabalho de desencarceramento.
Desafios no resgate
O resgate das vítimas apresentou diversos obstáculos. O subtenente relatou que o motorista do caminhão estava preso apenas pelo braço, mas a posição do veículo, que havia capotado, dificultou o acesso da equipe de socorro. Somente após a liberação da área pela Polícia Científica e pela Polícia Civil, a equipe conseguiu retirar o motorista e, posteriormente, as quatro pessoas que estavam no carro Volkswagen Polo.
Dinâmica do acidente
A análise inicial dos Bombeiros, baseada em marcas no asfalto e depoimentos de testemunhas, sugere que o caminhão, que seguia na direção Arapongas-Mandaguari, tombou em uma curva, colidindo com o veículo que seguia em sentido oposto. O subtenente Leal ressaltou as características geográficas perigosas da rodovia, que apresenta uma baixada com curvas sequenciais.
A falta de proteção na rodovia
Um ponto crítico levantado pela corporação foi a ausência de uma barreira de proteção, como uma mureta central ou guard-rail. “É uma pista dupla, mas sem qualquer defesa que impeça que um veículo invada a pista oposta em caso de problemas”, explicou o bombeiro. Segundo ele, se houvesse uma divisão física, os riscos de acidentes fatais poderiam ser significativamente reduzidos.
Os bombeiros enfatizaram que, embora outros fatores, como falhas mecânicas ou condições climáticas adversas, possam ter contribuído para o tombamento, a presença de medidas de segurança poderia ter alterado o desfecho da tragédia. “A falta de uma defesa metálica ou uma divisão de pista é um problema que precisa ser urgentemente abordado para evitar novas fatalidades”, concluiu o subtenente.
Fonte: tnonline.uol.com.br





