Acordo Mercosul-UE: Alckmin pede adiamento breve

Ministro do Desenvolvimento expressa otimismo sobre o acordo.

Acordo Mercosul-UE: Alckmin pede adiamento breve
Geraldo Alckmin, Lula e ministros durante anúncio de nova linha de crédito. Foto: KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

Geraldo Alckmin manifesta esperança por um adiamento curto na assinatura do acordo Mercosul-União Europeia.

O adiamento da assinatura do acordo entre o Mercosul e a União Europeia gerou expectativas e opiniões divergentes no Brasil. O ministro do Desenvolvimento, Comércio e Indústria, Geraldo Alckmin, manifestou-se nesta sexta-feira, 19 de dezembro de 2025, em coletiva de imprensa, afirmando que espera que o adiamento seja “curto”. Segundo Alckmin, a importância dessa negociação não se limita ao comércio, mas também abrange aspectos políticos significativos para o bloco sul-americano.

O impacto das negociações internacionais

A expectativa em torno do acordo Mercosul-UE é alta, especialmente considerando o cenário global e as recentes mudanças nas políticas comerciais. Alckmin ressaltou que, apesar das dificuldades criadas por tarifas impostas pelos Estados Unidos, o Brasil finaliza o ano com um recorde de exportações. Isso demonstra a resiliência da economia brasileira, mesmo em face de desafios internacionais.

Tarifas e acordos comerciais

Durante a coletiva, Alckmin também abordou as tarifas mexicanas e garantiu que as relações comerciais entre Brasil e México não seriam afetadas. Ele destacou que dois acordos existentes entre os países estão seguros e que, portanto, os impactos financeiros esperados não serão tão severos quanto os inicialmente projetados. O ministro avaliou que a perda poderá ser de US$ 600 milhões, em comparação aos mais de US$ 1 bilhão anteriormente estimados.

Perspectivas futuras

O governo é otimista quanto ao progresso nas negociações, esperando que até julho de 2026 possam ser estabelecidas novas linhas tarifárias de preferência. Alckmin menciona ainda que acordos semelhantes estão sendo discutidos com outros países, como Índia, Canadá e Emirados Árabes, visando fortalecer a posição do Brasil no comércio internacional. Com isso, o ministro reafirma a importância de seguir avançando nas negociações e buscar um ambiente propício para o desenvolvimento econômico do país.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo