Acordo Mercosul-UE avança e Brasil mantém otimismo para 2026

Geraldo Alckmin destaca progresso nas negociações e desafios europeus para a assinatura do tratado

Acordo Mercosul-UE avança e Brasil mantém otimismo para 2026
Geraldo Alckmin durante evento sobre desenvolvimento econômico. Foto: Henry Romero

Brasil mantém otimismo com avanço do acordo de livre comércio Mercosul-União Europeia, apesar de resistências na França e Itália.

O progresso nas negociações do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia indica uma possível assinatura ainda no primeiro trimestre de 2026, segundo declarações do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin. O Brasil mantém uma postura otimista, mesmo diante dos desafios apresentados por alguns setores europeus.

Contexto e Resistências no Bloco Europeu

O tratado, que visa ampliar o comércio e a cooperação entre os dois blocos econômicos, teve sua assinatura inicialmente prevista para dezembro de 2025, mas foi adiada devido a pressões políticas e econômicas. A França, principal foco de resistência, condiciona seu apoio à inclusão de salvaguardas que protejam seus agricultores das importações do Mercosul. Além disso, uma ala conservadora da Itália também tem demonstrado hesitação com o acordo.

Outros países europeus, como Alemanha e Espanha, demonstram apoio para uma aprovação mais rápida, pressionando por avanços nas negociações e viabilizando a assinatura do tratado.

Etapas para a Aprovação Final do Acordo

Após a possível assinatura, prevista para fevereiro de 2026, o acordo deverá passar por processos internos em ambos os lados:

Brasil: O texto será analisado pelo Poder Executivo e encaminhado ao Congresso Nacional para votação e aprovação.
União Europeia: O tratado precisará ser aprovado pelo Conselho Europeu e pelo Parlamento Europeu. Na sequência, será submetido à ratificação individual dos parlamentos dos 27 países membros.

Desafios e Expectativas para o Comércio Internacional

A assinatura do acordo representa um avanço significativo para as relações comerciais entre o Mercosul e a União Europeia, abrindo mercados e fortalecendo a integração econômica. Contudo, as preocupações dos setores agrícolas europeus refletem a complexidade de equilibrar interesses nacionais com ganhos multilaterais.

Impactos e Prazos para o Brasil

O otimismo do governo brasileiro é fundamentado no avanço das negociações e na expectativa de que os trâmites burocráticos possam ser concluídos ao longo de 2026. A aprovação do acordo poderá impulsionar exportações brasileiras, diversificar mercados e atrair investimentos, contribuindo para a recuperação econômica pós-pandemia.

Por outro lado, o governo precisará continuar negociando para atender às demandas europeias, especialmente no tocante às salvaguardas agrícolas, para garantir a aprovação no Parlamento Europeu e nos parlamentos nacionais.

A assinatura e implementação do acordo dependerão do equilíbrio entre a defesa dos interesses nacionais e a busca por ampliar a integração comercial com a maior união econômica do mundo.

Imagem: Geraldo Alckmin durante evento sobre desenvolvimento econômico. Foto: Henry Romero

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

Fonte: Henry Romero