Acordo Mercosul-UE deve impulsionar exportações brasileiras em 13%

Vice-presidente Geraldo Alckmin destaca potencial de crescimento nas exportações e impactos do tratado comercial

Acordo Mercosul-UE deve impulsionar exportações brasileiras em 13%
Vista aérea de área portuária no Brasil, representando o comércio exterior. Foto de arquivo

O acordo Mercosul-UE pode elevar as exportações brasileiras em 13%, com destaque para o setor industrial, segundo o vice-presidente Geraldo Alckmin.

Impactos do acordo Mercosul-UE nas exportações brasileiras

O acordo Mercosul-UE, com entrada em vigor parcial prevista para 1º de maio, representa uma mudança significativa para o comércio exterior brasileiro. Segundo o vice-presidente Geraldo Alckmin, o tratado deve levar a um aumento de 13% nas exportações do Brasil até 2038. Para o setor industrial, esse crescimento pode alcançar 26%. A medida inclui a redução gradual de tarifas sobre aproximadamente cinco mil produtos, beneficiando setores como frutas, açúcar, carnes e maquinário.

Setores beneficiados imediatamente com a redução de tarifas

Entre os segmentos com impactos imediatos destacam-se produtos agrícolas como carne bovina, frango e frutas, além de açúcar e determinados tipos de maquinário. A eliminação de impostos a partir do início de maio facilita o acesso a mercados europeus, potencializando a competitividade dos produtos brasileiros. Este avanço ocorre mesmo diante de questionamentos judiciais em alguns países da União Europeia, como a França.

Salvaguardas mútuas e equilíbrio nas relações comerciais

O acordo prevê mecanismos de salvaguarda para ambos os lados, permitindo a suspensão temporária de importações caso haja aumento acima de 5% em relação à média dos três anos anteriores. Essa cláusula, que causou desconforto no setor agrícola brasileiro, visa garantir um equilíbrio e evitar impactos excessivos nas indústrias locais. De acordo com Alckmin, essa condição torna o tratado equilibrado, protegendo os interesses de Mercosul e União Europeia.

Projeções econômicas e impactos no Produto Interno Bruto

Estudos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) indicam que as reduções tarifárias e cotas comerciais podem contribuir para um aumento de 0,46% no PIB brasileiro entre 2024 e 2040, o que equivale a cerca de US$ 9,3 bilhões. A Agência Brasileira de Promoção de Exportações (Apex) estima também um incremento de até US$ 1 bilhão na balança comercial já no primeiro ano de vigência do acordo, com a União Europeia sendo atualmente o segundo maior parceiro comercial do Brasil.

Expansão do Mercosul e negociações comerciais em andamento

Além do acordo Mercosul-UE, o bloco regional tem avançado em negociações com outras regiões, incluindo Cingapura, Efta e possíveis acordos com Emirados Árabes Unidos e Canadá ainda em 2026. A integração do bloco pode se ampliar com a adesão da Bolívia, interesse da Colômbia e possível retorno da Venezuela, atualmente suspensa. O vice-presidente Alckmin destacou a importância dessas iniciativas para fortalecer a posição do Mercosul no comércio global.

Relações comerciais com os Estados Unidos e desafios tarifários

Enquanto celebra o avanço com a União Europeia, o governo brasileiro enfrenta desafios nas negociações comerciais com os Estados Unidos. Tarifas elevadas permanecem sobre aço, alumínio, cobre, automóveis e autopeças, mesmo após decisões judiciais americanas. Investigações sobre questões ambientais e práticas comerciais brasileiras também podem resultar na manutenção ou aumento dessas tarifas. O governo brasileiro tem mantido diálogo para esclarecer e buscar avanços nessas tratativas, visando ampliar o acesso ao mercado americano.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

Fonte: Foto de arquivo