Diplomatas confirmam adiamento devido a preocupações agrícolas.

A assinatura do acordo entre a União Europeia e o Mercosul foi adiada para 12 de janeiro de 2026 devido a preocupações dos agricultores europeus.
Acordo Mercosul-UE: um passo essencial para o comércio
A assinatura do acordo entre a União Europeia (UE) e o Mercosul, inicialmente prevista para 20 de dezembro de 2025, foi adiada para 12 de janeiro de 2026. Este adiamento se deve a um impasse gerado pela oposição de agricultores europeus, evidenciando a sensibilidade do tema dentro da política agrícola da UE.
Contexto das negociações
O ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Rubén Ramírez, expressou sua surpresa ao não ter recebido qualquer comunicação oficial sobre o adiamento da assinatura. Ele confirmou que, apesar da expectativa, o Paraguai, que assume a presidência rotativa do Mercosul, não está ciente de notificações formais. A situação revela a fragilidade das relações comerciais em um cenário onde interesses internos podem influenciar decisões internacionais.
O acordo visa facilitar o comércio entre as partes, mas encontra resistência de países como Itália e França, que levantaram preocupações sobre as implicações para seus agricultores. A necessidade de obter uma maioria qualificada entre os países-membros da UE para validar o texto foi um fator crítico, pois não se alcançou o quórum necessário na última tentativa.
Detalhes do adiamento
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, declarou que mais tempo é necessário para que os países europeus reavaliem suas posições e busquem um consenso que satisfaça as preocupações de todos os envolvidos. Esta nova data de assinatura, em 12 de janeiro, será crucial para tentar reunir a maioria qualificada que faltou anteriormente. Os diplomatas da UE se mostram otimistas quanto à possibilidade de resolver as divergências, especialmente em torno de salvaguardas e compensações para os agricultores.
Impactos e prazos
Os chanceleres do Mercosul, por sua vez, emitiram um alerta claro: não esperariam indefinidamente pela conclusão das negociações. O entendimento é de que a Europa precisa de tempo para cumprir suas exigências internas, mas os prazos não são ilimitados. Ramírez enfatizou a disposição do Mercosul em avançar, mas a pressão por uma resolução rápida está crescendo à medida que o relógio avança em direção à nova data de assinatura.
As próximas semanas serão decisivas para determinar se a UE conseguirá alinhar suas políticas internas com as expectativas do Mercosul, potencialmente reestruturando o panorama comercial entre as duas regiões.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: Reprodução/X





