Nova parceria visa fortalecer ações contra lavagem de dinheiro e fraudes.
A parceria entre PF, BNDES e Febraban busca combater o crime organizado e a lavagem de dinheiro no Brasil.
A recente assinatura do Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre a Polícia Federal (PF), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) representa um passo significativo no combate ao crime organizado e à lavagem de dinheiro no Brasil. A cerimônia aconteceu na sede da PF em São Paulo e contou com a presença de importantes figuras do setor financeiro e de segurança pública.
O objetivo da parceria
Esse acordo tem como foco principal o intercâmbio de informações que envolvem não apenas a lavagem de dinheiro, mas também as ameaças cibernéticas que afetam o Sistema Financeiro Nacional (SFN). Durante os próximos cinco anos, as entidades envolvidas irão colaborar em pesquisas, eventos e ações de capacitação, buscando aprimorar as estratégias de prevenção e repressão a essas atividades ilícitas.
A importância da cooperação
Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, enfatizou a relevância dessa parceria, destacando que o governo atual, sob a liderança de Luiz Inácio Lula da Silva, priorizou o fortalecimento da PF no enfrentamento do crime organizado. Mercadante mencionou que o BNDES compartilhará seu conhecimento em temas como integridade, compliance e segurança da informação, o que pode ser crucial para desarticular operações financeiras de grupos criminosos.
Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF, ressaltou que a colaboração com instituições como o BNDES e a Febraban é vital para modernizar o combate ao crime. Ele alertou que, com a evolução das táticas criminosas, é necessário adaptar as abordagens que foram utilizadas por décadas. A expectativa é que, em 2026, a PF consiga formalizar uma parceria com a Interpol para ampliar ainda mais o alcance das operações de combate ao crime organizado.
Visão do setor bancário
Isaac Sidney, presidente da Febraban, corroborou a ideia de que a integração entre as instituições financeiras e as autoridades é essencial para evitar que o sistema financeiro se torne um abrigo para criminosos. Sidney argumentou que os bancos devem investir em tecnologia e capacitação para fechar as brechas que permitem a atuação de fraudes e crimes financeiros.
Esse acordo não apenas marca uma nova fase na luta contra o crime organizado, mas também reflete um compromisso coletivo de diversos setores da sociedade em proteger a integridade do sistema financeiro brasileiro.





