Petróleo mais barato reduz atratividade do etanol e pode favorecer maior produção de açúcar

Cotações de açúcar recuam em Nova Iorque e Londres após forte valorização. Pressão vem de importações menores da Índia e queda do petróleo.
As cotações de açúcar caíram em Nova Iorque e Londres nesta terça-feira (25) após período de forte valorização observado nas semanas anteriores.
A queda é impulsionada pela pressão de importações menores da Índia, maior produtor e exportador de açúcar do mundo. A redução na demanda internacional por açúcar indiano reflete a atual dinâmica do mercado global.
O barateamento do petróleo também contribui para o recuo das cotações. Com preços mais baixos do crude, reduz-se a atratividade econômica do etanol no mercado internacional, tornando menos vantajosa a destinação de cana-de-açúcar para a produção de combustível.
Este cenário pode favorecer uma maior orientação das usinas sucroenergéticas brasileiras para a produção de açúcar em detrimento do etanol. A decisão de produzir um ou outro derivado da cana depende da rentabilidade relativa de cada produto no mercado.
Os preços do açúcar no mercado futuro refletem essas pressões de oferta global e da dinâmica dos mercados de commodities relacionadas, como o petróleo.





