Investimento e gestão do Tayayá Resort no Paraná mudam com advogado que atua para empresa dos Batista

Advogado ligado à JBS assume controle do Tayayá Resort, que teve família do ministro Toffoli como acionista no Paraná.
Contexto da mudança societária no Tayayá Resort em Ribeirão Claro
O advogado da JBS, Paulo Humberto Costa, assumiu o controle do Tayayá Resort no Paraná, que anteriormente tinha como acionistas irmãos e um primo do ministro Dias Toffoli, do STF. A transação, iniciada em dezembro de 2024 e concluída em setembro de 2025, representa uma mudança significativa na gestão do empreendimento imobiliário situado em Ribeirão Claro. Paulo Humberto atua para a JBS desde 2008 e é sócio de empresas que mantêm relações com executivos vinculados à família Batista.
Relações empresariais entre a JBS, Paulo Humberto Costa e os Batista
Além de sua atuação como advogado da JBS, Paulo Humberto Costa é sócio da Petras Participações, empresa que oferece serviços de aluguel de aeronaves. No quadro societário da Petras, encontram-se Renato Costa, executivo da Friboi, e Gabriel Paes Fortes, ligado à família Batista. Essas conexões empresariais ilustram o entrelaçamento entre o setor jurídico e empresarial na gestão de ativos estratégicos da JBS e de seus associados.
Investimentos e fundos ligados à operação do resort
Um fundo de investimento gerido pela Reag, empresa mencionada em operações suspeitas de lavagem de dinheiro vinculadas ao PCC, realizou aporte de R$ 4,3 milhões para aquisição de ações do Tayayá Resort por meio do Arleen Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia. A Reag também tem histórico de investimentos expressivos em outras empresas com vínculos societários à família Toffoli, o que amplia o contexto de atenção sobre as relações financeiras e empresariais que permeiam esses negócios.
Relacionamentos e investigações envolvendo o ministro Dias Toffoli
O ministro Dias Toffoli, cujo família foi acionista do Tayayá Resort, é relator de inquérito sigiloso que investiga o Banco Master no STF. Documentos do Banco Central enviados ao Tribunal de Contas da União destacam irregularidades nas operações do banco durante o período de julho de 2023 a julho de 2024. Toffoli tem restringido o acesso da Polícia Federal às provas obtidas na investigação, fato que adiciona complexidade ao cenário político e judicial envolvendo o ministro.
Perspectivas para o Tayayá Resort e seus futuros desenvolvimentos
Paulo Humberto Costa declarou que seu investimento no Tayayá Resort faz parte do plano de transformar o local em um dos maiores complexos turísticos e de lazer da região. Apesar de conhecer pessoalmente o ministro Toffoli, ele afirmou nunca ter realizado negócios com o ministro. Essa reestruturação sinaliza uma nova fase para o empreendimento, que busca ampliar sua relevância econômica no Paraná, enquanto permanece envolto em um contexto delicado de relações societárias e investigações em curso.
O cenário que envolve o Tayayá Resort demonstra como decisões empresariais de grande impacto podem estar atreladas a complexas redes de relacionamentos políticos e jurídicos, revelando desafios para a transparência e governança em setores estratégicos da economia nacional.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
Fonte: Tayayá Resort, no Paraná • Reprodução





