Novo contrato inclui ampliação de infraestrutura e investimentos de R$ 1,2 bilhão, com previsão de leilão em 2026

A operação do aeroporto de Ponta Grossa será conduzida pela concessionária vencedora do leilão nacional previsto para 2026, incluindo investimentos estratégicos.
Novo modelo de concessão para o aeroporto de Ponta Grossa e demais aeroportos regionais
O aeroporto de Ponta Grossa será operado pela concessionária que vencer o leilão nacional previsto para 2026, conforme acordo aprovado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em 1º de abril. O leilão abrangerá um bloco que inclui o Aeroporto Internacional de Brasília e mais dez aeroportos regionais, incluindo o de Ponta Grossa, Paraná. A concessão terá validade até 2037 e exigirá investimentos significativos para modernização e ampliação da infraestrutura.
Investimentos e melhorias previstas para aeroportos do bloco concedido
O novo contrato inclui aportes de aproximadamente R$ 1,2 bilhão para o sítio aeroportuário de Brasília, destinados à construção de um terminal internacional, edifício garagem e nova via de acesso, além da aquisição de equipamentos de segurança e inspeção. Para os aeroportos regionais, como Ponta Grossa, Juína, Cáceres e outros, estão previstos cerca de R$ 660 milhões em investimentos para ampliação, operação e manutenção, focando na melhoria da conectividade regional e potencial turístico e econômico.
Participação da Inframerica e saída da Infraero da concessão
O leilão terá participação obrigatória da Inframerica, que atualmente administra o Aeroporto de Brasília, promovendo uma repactuação do contrato com transferência de valores de outorga fixa para variável e inclusão de novos aeroportos. A Infraero deixará a concessão, recebendo remuneração pela participação societária de 49%, conforme acordo firmado entre o Ministério de Portos e Aeroportos, a Agência Nacional de Aviação Civil e a concessionária.
Histórico recente e situação atual do aeroporto de Ponta Grossa
Desde março de 2025, o aeroporto de Ponta Grossa não recebe voos comerciais regulares, após a saída da Azul Linhas Aéreas. Atualmente, o terminal atende voos privados, instruções de voo e operações de autoridades. Em 2025, foram iniciadas obras de R$ 35 milhões para construção de um novo terminal, ampliação do estacionamento e nova taxiway, com esforços municipais e estaduais para ampliar a pista para 2,5 km, buscando futura retomada de voos comerciais.
Impactos previstos para o sistema aeroportuário e desenvolvimento regional
O Programa AmpliAR, que contempla esta concessão, visa transferir a gestão de aeroportos menores para concessionárias privadas em operação, com revisão das obrigações contratuais para garantir o interesse público e o desenvolvimento do sistema. A expectativa é que a iniciativa promova maior segurança para investimentos, amplie a conectividade aérea regional e melhore os serviços prestados aos usuários, contribuindo para o crescimento econômico das cidades contempladas, como Ponta Grossa.





