Pais de Ana Beatriz Cruz elogiam resposta rápida do Hospital do Trabalhador em Curitiba após tratamento experimental de lesão medular

Família destaca eficiência do SUS após aplicação de terapia experimental em jovem que sofreu acidente com galho de árvore no último sábado em Curitiba.
A aplicação de polilaminina em Ana Beatriz Cruz, realizada no Hospital do Trabalhador entre terça-feira (16) e madrugada de quarta-feira (17), mobilizou a atenção da família quanto à eficiência estatal em procedimentos críticos. A jovem internada desde sábado (13) após ser atingida por galho de árvore em Curitiba recebeu a terapia experimental para lesão medular aguda, uma abordagem inovadora que marca a capacidade de resposta do sistema de saúde paranaense.
Vanessa Stubinski, mãe de Ana Beatriz, descreveu em detalhes o choque inicial do acidente e a subsequente busca por soluções. Seu relato revela não apenas o sofrimento familiar diante da emergência, mas também a reflexão pragmática sobre as opções de tratamento disponíveis. Quando ligou para o pai da filha em São Paulo questionando a cobertura do plano de saúde, ela não imaginava que o encaminhamento para o Hospital do Trabalhador se revelaria como a melhor alternativa possível.
Decisão rápida pelo SUS evitou custos insustentáveis
O plano de saúde de Ana Beatriz não operava em Curitiba e transferi-la para São Paulo representaria despesas proibitivas para a família. A decisão de manter o atendimento através do Sistema Único de Saúde não apenas viabilizou o acesso ao Hospital do Trabalhador como também permitiu acesso a uma terapia de ponta. Vanessa relata que em menos de 12 horas após a chegada, sua filha já estava sendo operada, gerando os primeiros sinais de esperança para a mãe desesperada.
O procedimento cirúrgico inicial não eliminou uma sequela grave: a perda do movimento das pernas. Diante dessa constatação, os médicos do Hospital do Trabalhador sugeriram um caminho promissor. Eles informaram à família sobre a polilaminina, uma proteína experimental cujos benefícios potenciais para lesões medulares começavam a ser comprovados em pesquisas brasileiras.
Primeira aplicação da terapia em Curitiba ocorreu em março
O Hospital do Trabalhador já possuía experiência com a polilaminina, tendo realizado sua primeira aplicação em Curitiba em março de 2026. Os médicos não apenas prestaram informações técnicas, mas também ofereceram orientação ativa para que a família entrasse em contato direto com a equipe de pesquisadores. Esse apoio institucional foi fundamental para viabilizar os trâmites junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), necessários para que Ana Beatriz pudesse receber o tratamento experimental.
O processo de aprovação regulatória não foi um obstáculo intransponível graças à articulação entre a unidade hospitalar e os pesquisadores. A polilaminina, derivada da proteína laminina, representa uma abordagem inovadora desenvolvida integralmente por pesquisadores brasileiros. Sua aplicação em casos de lesão medular aguda abre perspectivas terapêuticas antes inexistentes para pacientes nessa condição.
Estrutura estatal se mobiliza para tratamento experimental
O caso de Ana Beatriz ilustra como instituições públicas de saúde conseguem articular diferentes frentes para disponibilizar terapias de fronteira. A resposta coordenada entre Hospital do Trabalhador, equipes de pesquisa e agências regulatórias demonstrou capacidade operacional raramente observada em procedimentos experimentais. A família reconhece essa eficiência e a pontualidade das ações como fatores decisivos.
Vanessa revela que o desespero inicial no sábado, quando acreditava que sua filha não sobreviveria, transformou-se em esperança conforme as horas passavam e as ações médicas se concretizavam. A estrutura do Hospital do Trabalhador, especializado em traumas, mostrou-se não apenas adequada para a emergência inicial, mas também preparada para explorar tratamentos inovadores quando a situação clínica o permitia.
A internação prolongada de Ana Beatriz desde o sábado (13) até a aplicação da polilaminina na madrugada de quarta-feira (17) representou uma janela de tempo em que decisões clínicas delicadas foram tomadas, sempre com o objetivo de maximizar as chances de recuperação. O suporte emocional oferecido aos pais também foi destacado como elemento importante da experiência hospitalar, reforçando o reconhecimento da família sobre a qualidade do atendimento recebido através do sistema público.





