Manifestantes em vários países europeus expressam preocupações econômicas e ambientais após aprovação do acordo
Agricultores europeus protestam com leite, tratores e fogos contra acordo comercial UE-Mercosul, temendo impacto no setor agrícola.
Confira a programação dos protestos em países europeus
França: Bloqueios de rodovias em Bordeaux, Estrasburgo e Paris, com tratores e queima de pneus.
Itália: Manifestação com agricultores jogando litros de leite nas ruas da região de Milão.
Polônia: Cerca de mil agricultores em Varsóvia marcham com tratores, carregando bandeiras e coletes amarelos, lançando fogos de artifício e sinalizadores.
Bélgica: Registros de manifestações contrárias ao acordo, incluindo bloqueios e protestos simbólicos.
Agricultores europeus protestam temendo impactos do acordo UE-Mercosul
Os agricultores europeus protestam em diversas capitais nesta sexta-feira (9) após a aprovação do acordo entre União Europeia e Mercosul no Conselho Europeu. O movimento reúne produtores de França, Itália, Polônia, Bélgica e outros países, que temem o impacto do tratado na competitividade do setor agrícola local. Janusz Sampolski, agricultor polonês, destacou o receio de que o acordo “mate a agricultura na Polônia” e aumente a dependência de cadeias externas, comprometendo a segurança alimentar em cenários de crise.
Reações e preocupações econômicas dos agricultores contra o tratado
O acordo, que recebeu votos contrários de Polônia, França, Irlanda, Áustria e Hungria, foi aprovado pela maioria dos 27 membros da UE graças a mudanças políticas importantes, como o apoio da Itália. No entanto, os agricultores alertam para uma competição desigual, destacando que produtos do Mercosul poderão invadir o mercado europeu com custos menores. Eles também apontam para riscos potenciais na qualidade dos alimentos importados, citando o uso de pesticidas proibidos na União Europeia.
A dimensão política e o caminho para aprovação final do acordo
A posição da Itália foi decisiva para a aprovação do acordo no Conselho Europeu, marcando uma mudança em relação à resistência inicial. Ainda assim, o tratado deve passar por avaliação no Parlamento Europeu entre abril e maio, onde poderá enfrentar novos desafios. Enquanto isso, os protestos evidenciam a pressão social e política sobre os governos europeus para reconsiderar os efeitos do acordo nos setores agrícolas e ambientais.
Impactos ambientais e debates sobre segurança alimentar na Europa
Além das questões econômicas, os manifestantes destacam preocupações ambientais relacionadas à importação de produtos que não seguem os rígidos padrões europeus, especialmente no uso de pesticidas. Agricultores como Przemyslaw Zbroinski alertam para o risco de entrada de alimentos considerados nocivos à saúde pública. A discussão envolve o equilíbrio entre comércio internacional e proteção das práticas agrícolas sustentáveis e seguras na União Europeia.





