Agroquímicos ilegais avançam nas fronteiras brasileiras com riscos ambientais

Incineradas 230 toneladas de defensivos agrícolas ilegais em 2025, destacando desafios no controle do mercado irregular

Agroquímicos ilegais avançam nas fronteiras brasileiras com riscos ambientais
Desde 2020, o volume destruído chega a cerca de 1,6 mil toneladas

Em 2025, 230 toneladas de agroquímicos ilegais foram incineradas, refletindo o avanço do mercado irregular nas fronteiras brasileiras.

Panorama do avanço dos agroquímicos ilegais nas fronteiras brasileiras

Os agroquímicos ilegais seguem avançando nas fronteiras brasileiras, especialmente em áreas limítrofes com a Argentina e o Paraguai. Em 2025, cerca de 230 toneladas de defensivos agrícolas ilegais foram incineradas de forma ambientalmente correta, conforme relatório anual da CropLife Brasil. Nilto Mendes, gerente de Combate a Produtos Ilegais da CropLife Brasil, destaca que a redução no volume destruído acompanha uma queda nas apreensões realizadas pelas autoridades, mas o problema permanece significativo.

Impacto regional das apreensões e principais focos de contrabando

A análise do mercado ilegal revela que a região Sudeste, com destaque para São Paulo e Minas Gerais, lidera as apreensões de agrotóxicos falsificados. Já o contrabando é mais concentrado nas regiões Sul e Centro-Oeste, onde as fronteiras são mais permeáveis. Essa concentração reflete desafios logísticos e de fiscalização nessas áreas, exigindo esforços coordenados para conter a entrada e circulação desses produtos irregulares.

Riscos ambientais e agrícolas provocados pelos agroquímicos ilegais

Os defensivos agrícolas ilegais não apresentam eficiência comprovada e acarretam riscos sérios à saúde humana e ao meio ambiente. A contaminação causada por esses produtos pode afetar recursos naturais, como solo e água, além de comprometer a produção agrícola nacional, reduzindo a qualidade e a segurança dos alimentos produzidos.

Processo rigoroso para descarte e destruição dos produtos ilícitos

A destinação adequada dos agroquímicos ilegais apreendidos envolve diversas etapas: manuseio cuidadoso, reacondicionamento, armazenagem e transporte até os estabelecimentos habilitados para incineração. A queima ocorre em temperaturas superiores a 900°C para garantir a destruição completa dos resíduos, minimizando impactos ambientais negativos.

Estatísticas e dimensões do problema no Brasil

Desde 2020, aproximadamente 1,6 mil toneladas de agroquímicos ilegais foram destruídas, quantidade que equivale a mais de dois terços do volume de uma piscina olímpica. Estimativas do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras indicam que até 25% do mercado brasileiro de defensivos agrícolas pode estar comprometido por produtos ilegais, evidenciando a dimensão do desafio para o setor e para as autoridades de fiscalização.

Fonte: www.agrolink.com.br