Agrosserviços concentram maior perda de empregos no agronegócio em 2026

Segmento primário avançou e ajudou a limitar a queda total de trabalhadores no primeiro trimestre

Agrosserviços concentram maior perda de empregos no agronegócio em 2026
Setor agrícola registrou variação desigual entre segmentos no início de 2026

Emprego no agronegócio brasileiro recuou no primeiro trimestre de 2026, com agrosserviços concentrando a maior redução, segundo dados do Cepea.

O emprego no agronegócio brasileiro recuou no primeiro trimestre de 2026, com perdas concentradas em segmentos específicos do setor. Segundo dados divulgados pelo Cepea, da Esalq/USP, em parceria com a CNA, os agrosserviços registraram a maior redução de postos de trabalho.

As agroindústrias ficaram em segundo lugar entre os segmentos com maior perda de trabalhadores no período. A queda não foi uniforme em toda a cadeia produtiva do agronegócio.

Em contraposição aos segmentos que perderam empregos, o setor primário avançou na geração de postos de trabalho. O desempenho positivo do segmento primário foi determinante para limitar a queda total de empregos no agronegócio durante o primeiro trimestre de 2026.

O estudo do Cepea, ligado à Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, oferece um mapeamento detalhado das variações no mercado de trabalho do agronegócio brasileiro. A análise, feita em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, acompanha o desempenho de diferentes segmentos que compõem a cadeia produtiva agrícola.

A distribuição desigual da perda de empregos reforça a heterogeneidade do setor agronegócio, onde diferentes atividades enfrentam dinâmicas distintas de contratação e demissão.