Vice-presidente defende redução das taxas diante da queda da inflação

Geraldo Alckmin diz que não há justificativa para que os juros permaneçam altos, considerando a queda da inflação e do dólar.
Juros devem cair: Alckmin aponta justificativas para redução
O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou nesta sexta-feira (12) que “não há justificativa” para que os juros no Brasil não caiam. Segundo ele, a inflação está em trajetória de queda e o dólar apresenta uma desvalorização significativa, fatores que devem levar o Comitê de Política Monetária (Copom) a considerar a redução da taxa Selic em sua próxima reunião.
Durante um evento em São Paulo, Alckmin destacou que a inflação está abaixo do teto da meta e que as causas que a elevaram, como a alta do dólar e os preços dos alimentos, estão se estabilizando. “O dólar, que estava em R$ 6,30, agora está em R$ 5,40. Isto sem contar que a inflação de alimentos, que chegou a ser um problema, agora está com uma média de 2%”, disse ele. Essa mudança no cenário econômico permite, segundo o vice-presidente, que a taxa de juros possa ser revista.
Cenário econômico e impactos da Selic elevada
Alckmin enfatizou que a atual taxa de juros, uma das mais altas do mundo, tem impactos diretos na economia. “Não faz sentido termos o segundo maior juros do mundo, com a inflação em queda. Isso atrapalha os investimentos e as famílias que estão endividadas. Cada 1% da Selic custa R$ 52 bilhões por ano só para rolar a dívida pública”, afirmou.
O vice-presidente também mencionou a necessidade de um equilíbrio nas políticas sociais e a importância de facilitar o acesso ao crédito. Ele reconhece que a alta taxa de juros tem sido um entrave para muitas empresas e consumidores, dificultando o crescimento econômico e a recuperação após a crise.
Próximas reuniões do Copom e expectativas do mercado
As próximas reuniões do Copom estão agendadas para os dias 27 e 28 de janeiro. O mercado, no entanto, está dividido sobre a possibilidade de cortes na Selic, que podem ocorrer já na próxima reunião ou na seguinte, marcada para março. A expectativa é que o Copom considere as novas projeções econômicas e a evolução da inflação antes de tomar qualquer decisão.
“Acredito que o cenário atual justifica uma revisão das taxas. A inflação está sob controle e a situação do câmbio também se estabilizou. Precisamos de um ambiente favorável para os investimentos, e isso inclui uma taxa de juros mais baixa”, concluiu Alckmin.
Diante desse contexto, a gestão econômica do país se vê diante de um desafio: encontrar o equilíbrio entre a inflação controlada e a necessidade de estimular o crescimento através de um ambiente favorável ao investimento e ao consumo.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
Fonte: Pozzebom/ Agência Brasil





