Pesquisa mostra que reações alérgicas vão além dos oito alimentos mais comuns, destacando frutas, sementes e oleaginosas
Estudo holandês identifica quase 200 alimentos que causam alergias em adultos, incluindo frutas, sementes e oleaginosas.
Alergia alimentar acomete quase 200 alimentos diferentes em adultos
Um estudo conduzido entre 2018 e 2023 na Holanda revelou que a alergia alimentar quase 200 alimentos está presente em uma ampla gama de itens consumidos por adultos. A análise de 1.085 pacientes mostrou que praticamente 200 diferentes alimentos foram associados a reações alérgicas, muitas com gravidade moderada a grave. A pesquisa destaca a necessidade de ampliar o olhar sobre a alergia alimentar, tradicionalmente focada em oito alimentos, para um panorama mais abrangente.
Frutas lideram os relatos de alergia alimentar, com destaque para a maçã
Entre os alimentos mais frequentemente associados a sintomas alérgicos, as frutas dominam com quase 70% dos casos. A maçã é a fruta mais mencionada, com 44,4% dos pacientes relatando reações após seu consumo. Outros itens relevantes são kiwi, avelã, noz, amendoim, cereja, amêndoa, pêssego e pera. A predominância de frutas indica um padrão vegetal expressivo na alergia alimentar, exigindo atenção especial para sintomas que possam surgir após seu consumo.
Sementes e oleaginosas causam reações mais graves, exigindo cuidado
Apesar de serem menos frequentes nas queixas, sementes e caroços, como gergelim, pinhão e semente de girassol, têm uma alta taxa de quadros graves, afetando quase 40% dos pacientes que reagem a esses alimentos. Oleaginosas e leguminosas também registram casos significativos de reações intensas, com necessidade de medicação emergencial. É importante entender que a gravidade não está apenas na frequência do consumo, mas na potencial resposta do sistema imunológico a esses alimentos.
Diagnóstico médico é fundamental para evitar restrições alimentares indevidas
Os autores do estudo alertam para a importância de não eliminar alimentos da dieta sem orientação médica, pois nem todos os sintomas descritos indicam alergia verdadeira. O diagnóstico é baseado em sinais clínicos e testes especializados, como exame cutâneo e sanguíneo, e deve ser confirmado para evitar prejuízos nutricionais. Reações esporádicas podem não caracterizar alergia, reforçando a necessidade de avaliação individualizada.
Mudanças ambientais podem influenciar o aumento de alergias alimentares
O estudo também sugere que as alterações climáticas e o aumento das alergias respiratórias, especialmente às partículas de pólen, podem estar relacionadas ao crescimento das reações cruzadas entre frutas e pólen. Proteínas semelhantes em ambos podem sensibilizar o sistema imunológico, ampliando o risco de alergias alimentares. Esse cenário evidencia a complexidade dos fatores ambientais na saúde alimentar e a necessidade de pesquisas contínuas.
Novos caminhos para estudos futuros sobre alergias alimentares em adultos
Apesar das limitações, como a ausência de testes de provocação oral, apontados pelos autores, a pesquisa amplia a compreensão sobre a diversidade dos alimentos envolvidos em alergias alimentares. O levantamento abre espaço para investigações mais detalhadas e controladas, visando aprimorar o diagnóstico e o tratamento, além de orientar políticas de saúde e recomendações nutricionais para a população adulta.





