Eleição na Alerj define sucessor que comandará o estado após renúncia de Cláudio Castro

Alerj escolhe novo presidente que assumirá o governo do Rio após renúncia de Cláudio Castro e decisão do TSE sobre eleições indiretas.
A Alerj escolhe novo presidente nesta quinta-feira (26), que irá assumir o governo do estado do Rio de Janeiro após a renúncia do ex-governador Cláudio Castro. Guilherme Delarori, presidente em exercício da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, comunicou na sessão plenária pela manhã sobre a eleição marcada para a tarde. A escolha ocorre em um contexto político delicado, em que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou a realização de eleições indiretas para os cargos de governador e vice-governador.
Contexto da renúncia de Cláudio Castro e decisão do TSE
A renúncia de Cláudio Castro em 23 de março abriu caminho para a realização de eleições indiretas, conforme decisão do TSE que corrigiu a certidão do julgamento que condenou o ex-governador à inelegibilidade até 2030. Castro renunciou para concorrer ao Senado, porém foi condenado a ficar inelegível por oito anos, a partir das eleições de 2022. Ele anunciou que apresentará recurso contra a decisão. Tal condenação reforça a necessidade de uma transição imediata na liderança estadual.
Implicações da inelegibilidade e condenações na política fluminense
Além de Castro, o vice-governador Thiago Pampolha e o ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar também enfrentam condenações por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. Pampolha, que assumiu cargo no Tribunal de Contas do Estado em 2025, foi condenado a multa, enquanto Bacellar, afastado desde dezembro de 2025, enfrenta inelegibilidade determinada pelo tribunal eleitoral. Essa situação gera um vácuo na liderança e contribui para a instabilidade política no estado.
Governo interino sob o desembargador Ricardo Couto
Com a saída de Castro e o afastamento dos demais, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, assumiu de forma interina o governo do estado. Essa medida provisória tem como objetivo garantir a continuidade administrativa até a eleição do novo presidente da Alerj, que deve convocar as eleições indiretas no prazo máximo de 30 dias, conforme prevê a legislação estadual.
Processo judicial e impacto na Assembleia Legislativa
O deputado Rodrigo Bacellar, também ex-secretário de governo de Castro, está afastado desde dezembro após ser preso na Operação Unha e Carne da Polícia Federal. Ele é acusado de vazar informações sigilosas relacionadas a investigações contra integrantes do Comando Vermelho, principal facção criminosa do Rio de Janeiro. A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) fundamentou a prisão e o afastamento de Bacellar, refletindo a complexidade do cenário político e judicial na Alerj. O tribunal eleitoral determinou a retotalização dos votos recebidos por Bacellar, o que pode levar à perda de seu mandato, ainda que a medida aguarde recurso.
Essa conjuntura evidencia um momento de transição e desafios institucionais no Rio de Janeiro, com consequências diretas na governança estadual e no funcionamento da Assembleia Legislativa.





