O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), revelou uma contração de 0,1% na economia brasileira em junho. A informação, divulgada pelo Banco Central nesta segunda-feira (18/8), reacende o debate sobre o ritmo de crescimento do país. Este é o segundo resultado negativo do ano, após a retração observada em maio, levantando preocupações sobre a sustentabilidade da recuperação econômica.
Para chegar a esse resultado, o Banco Central realizou um ajuste sazonal nos dados, permitindo uma comparação mais precisa com junho de 2023. A análise setorial aponta para desempenhos distintos: a agropecuária apresentou a maior queda, com um recuo de 2,3%, seguida pela indústria, com -0,1%. Em contrapartida, o setor de serviços registrou um leve crescimento de 0,1% no período.
Em relação ao mesmo período do ano anterior, o IBC-Br apresentou um crescimento de 1,4%. No acumulado de 12 meses, o indicador do BC aponta para um aumento de 3,9%. Já no ano, a “prévia do PIB” acumula uma expansão de 3,2%, todos esses dados sem ajustes sazonais. Especialistas ponderam que, apesar do crescimento anual, o resultado de junho pode indicar uma tendência de desaceleração.
Economistas já alertam para a possibilidade de uma desaceleração da economia brasileira ainda neste ano, influenciada pelos juros elevados e pela inflação persistente. Segundo o Boletim Macrofiscal, “Na comparação trimestral, o PIB agropecuário deverá cair, enquanto o ritmo de atividade na indústria e em serviços deve aumentar”, avaliou a Secretaria de Política Econômica (SPE), pasta ligada ao Ministério da Fazenda.
Diante desse cenário, as projeções para o crescimento do PIB em 2024 divergem: o Banco Central estima uma expansão de 2,1%, enquanto analistas do mercado financeiro, consultados no relatório Focus, projetam um crescimento de 2,23%. O Ministério da Fazenda, por sua vez, mantém uma expectativa mais otimista, com um crescimento na casa dos 2,5%. O desempenho do segundo semestre será crucial para confirmar ou refutar essas projeções.
Fonte: http://www.metropoles.com