Novo presidente do Irga traça estratégias para sustentabilidade e crescimento no setor no Rio Grande do Sul

Alexandre Velho assume presidência do Irga e foca em inovação e expansão de mercado para o arroz gaúcho.
Estratégias de Alexandre Velho para o fortalecimento da produção de arroz no RS
Alexandre Velho aposta em inovação e novos mercados para o arroz gaúcho, conforme assumiu a presidência do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) em 9/2/2026. Com ampla experiência e liderança no setor, ele destaca a importância do instituto para pesquisa, extensão e sustentabilidade, fundamentais para manter o protagonismo do Rio Grande do Sul na produção nacional, que responde por cerca de 70% do arroz do Brasil.
Velho ressalta que a gestão buscará fortalecer toda a cadeia produtiva, implementando ações que promovam crescimento social e econômico no estado. Projetos como o Invest RS e parcerias com a Associação Brasileira de Nutrição (Asbran) e a Apex visam abrir novas alternativas comerciais e expandir a participação do arroz gaúcho no mercado internacional, destinando entre 10% e 20% da produção para exportação.
Desafios econômicos e o impacto do alto custo de produção no setor
O setor arrozeiro enfrenta desafios significativos devido ao aumento do custo de produção, que pressiona a rentabilidade dos produtores. Para mitigar esses impactos, o Irga lança iniciativas como o Sistema Arroz RS14, que busca incrementar a produtividade por meio do manejo eficiente das lavouras, intensificação da rotação de culturas e adoção de tecnologias sustentáveis.
Velho reforça que o foco está em garantir a sustentabilidade da produção, promovendo práticas que protejam o meio ambiente e contribuam para a viabilidade econômica da atividade. O programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) e o selo ambiental do Irga são ferramentas estratégicas para incentivar práticas responsáveis e valorizar o arroz produzido com critérios sustentáveis.
Pesquisa e inovação como pilares para novos usos e mercados do arroz
Além da expansão de mercados tradicionais, Alexandre Velho destaca a busca por inovação como meio de diversificar a cadeia produtiva. Em parceria com a Embrapa, o Irga investiga novos usos para o arroz, incluindo a produção de etanol a partir do grão, que pode representar uma alternativa de renda para os agricultores e contribuir para o equilíbrio do mercado interno.
A diversificação dos usos do arroz tem potencial para reduzir o excesso de oferta local e agregar valor ao produto gaúcho, tornando-o mais competitivo e sustentável a médio e longo prazo. Essa abordagem reforça a estratégia de inovação como um diferencial no setor.
Histórico recente e perspectivas futuras da produção de arroz no Rio Grande do Sul
A safra 2024/25 do Rio Grande do Sul registrou um recorde histórico de produtividade, atingindo média de 9.044 kg por hectare (180,9 sacas/ha) e uma produção total de 8,76 milhões de toneladas, crescimento de 21,7% em relação ao ciclo anterior. No entanto, para o ciclo 2025/26, a área cultivada deve recuar em torno de 9%, ficando abaixo de 900 mil hectares.
Esse cenário reforça a necessidade de estratégias que conciliem eficiência produtiva, sustentabilidade e abertura de mercados para manter a competitividade do arroz gaúcho diante dos desafios econômicos atuais. A gestão de Alexandre Velho no Irga está focada justamente em garantir que o setor se mantenha forte e inovador.
Investimentos em políticas e parcerias para garantir o futuro do arroz no RS
Entre as prioridades da nova gestão do Irga estão a formalização de convênios e ampliação de parcerias estratégicas. O projeto Invest RS emerge como uma iniciativa central para atrair recursos e fomentar o desenvolvimento tecnológico e comercial da cadeia produtiva.
Com o apoio da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, o instituto pretende fortalecer campanhas de consumo do arroz gaúcho e ampliar a participação em feiras e eventos internacionais por meio da Apex, buscando consolidar a imagem do produto no mercado global.
Essas ações visam não apenas a valorização econômica do arroz, mas também a promoção de um setor sustentável, capaz de gerar emprego e renda para milhares de famílias no Rio Grande do Sul.
Fonte: www.agrolink.com.br





