Anaconda: Selton Mello brilha em homenagem questionável ao original

Crítica do novo filme que tenta reviver a saga da cobra gigante.

Anaconda traz Selton Mello em uma homenagem que falha em capturar a essência do original.

Anaconda: Uma homenagem que decepciona

O novo “Anaconda”, que chega aos cinemas brasileiros em 25 de dezembro de 2025, traz Selton Mello como um dos principais atrativos. No entanto, a produção, que se propõe a homenagear o filme cult de 1997, não consegue justificar sua própria existência, mesmo com o talento do ator.

O dilema da homenagem

O filme original, uma obra que se tornou um clássico do cinema B, é repleto de elementos que o tornaram tão ruim que é bom, mas a nova versão parece perder a essência ao tentar replicar essa fórmula. A escolha de homenagear um thriller que já goza de um status cult coloca uma pressão adicional sobre os personagens, interpretados por Jack Black e Paul Rudd, que precisam constantemente reafirmar seu apreço pelo filme original.

A trama e seus personagens

No novo “Anaconda”, Black e Rudd interpretam amigos de meia-idade com aspirações cinematográficas falidas, que decidem filmar uma continuação da aventura com a cobra gigante na Amazônia. A direção de Tom Gormican, que já havia demonstrado sensibilidade em obras anteriores, não é suficiente para salvar um enredo que esbarra em limitações orçamentárias visíveis.

Limitações e críticas

A nova cobra gigante, feita com computação gráfica, deixa a desejar em comparação ao que se esperava de uma produção moderna. O cenário que deveria representar a Amazônia brasileira falha em convencer, especialmente quando se considera que as filmagens ocorreram na Austrália, um país conhecido por suas isenções fiscais, mas que não possui a flora típica da região.

A performance de Selton Mello

Embora Mello se destaque com seu carisma, sua saída da trama em um momento crucial deixa um vazio que prejudica o desenvolvimento da história. O filme, que poderia ser uma comédia leve, acaba gerando uma série de perguntas incômodas no público, como por que a produção não utiliza locações mais adequadas ou por que dois grandes nomes como Rudd e Black estão envolvidos em uma obra que parece carecer de propósito.

Reflexões finais

A obra levanta um questionamento sobre o que realmente atrai o público ao filme original e se a presença de um ator brasileiro de renome em Hollywood é suficiente para compensar as falhas. Enquanto alguns podem encontrar valor no reconhecimento de Mello, outros podem se perguntar se a nova versão de “Anaconda” realmente vale a pena ser assistida.