Análise do Emprego no Brasil: Novembro Prejudicado pelo Desemprego

Pior resultado para o mês desde o início do Caged em 2020.

Análise do Emprego no Brasil: Novembro Prejudicado pelo Desemprego
Carteira de trabalho digital. Foto: Agência Brasil

O Brasil registrou a pior geração de emprego em novembro desde 2020, com 85,9 mil novas vagas.

O cenário de Geração de emprego no Brasil em novembro de 2025 revela um quadro preocupante. O país registrou apenas 85,9 mil novas vagas formais de trabalho, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgados pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego). Este número é resultado de 1,98 milhões de contratações e 1,89 milhões de demissões, refletindo uma queda de 19% em comparação ao mesmo mês do ano passado, quando foram criados cerca de 106,1 mil empregos.

Contexto da Geração de Emprego

Esse desempenho é o pior registrado para um mês de novembro desde o início do novo Caged, em 2020, que introduziu novas formas de coleta e integração de dados. O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, aponta que esses resultados refletem o impacto da atual taxa básica de juros, que permanece elevada, em 15% ao ano. O acumulado do ano mostra uma criação total de 1,9 milhão de empregos, mas o desaquecimento do mercado é evidente.

Setores Impactados

Os dados mostram que apenas dois dos cinco principais grupos de trabalho conseguiram registrar saldo positivo:
Comércio: 78 mil postos criados.
Serviços: 75,1 mil postos criados.

Por outro lado, os setores mais afetados foram:
Agropecuária: -16,5 mil postos.
Construção: -23,8 mil postos.
Indústria: -27 mil postos.

Distribuição Geográfica das Vagas

Em termos regionais, 20 das 27 unidades da federação registraram saldo positivo. Os estados que se destacaram foram:
São Paulo: 31,1 mil novas vagas.
Rio de Janeiro: 19,9 mil novas vagas.
Pernambuco: 9 mil novas vagas.

Por outro lado, Minas Gerais e Goiás apresentaram os maiores saldos negativos, com 8,7 mil e 8,4 mil demissões, respectivamente.

Setores em Crise

As demissões no setor agropecuário ocorreram, majoritariamente, nos segmentos de cultivo de soja e cana-de-açúcar. Na indústria, as perdas foram concentradas na fabricação de açúcar bruto, enquanto na construção, os desligamentos foram significativos nos setores de rodovias, ferrovias e edifícios.

Conclusão

Esse quadro reflete não apenas uma instabilidade no mercado de trabalho brasileiro, mas também a necessidade urgente de políticas eficazes para a geração de emprego e o fortalecimento dos setores mais afetados. A expectativa é que medidas sejam implementadas para reverter essa tendência e estimular a criação de novas oportunidades de trabalho.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

Fonte: Agência Brasil