Organizações ressaltam impacto social da decisão sobre o religioso.

Mais de 40 organizações pedem revisão de decisão que limita atuação do padre Júlio Lancellotti.
Mobilização em apoio ao padre Júlio
A recente decisão do cardeal arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer, que suspendeu as transmissões de missas ao vivo e as atividades do padre Júlio Lancellotti nas redes sociais, causou uma onda de indignação entre grupos que atuam com a população em situação de rua. Mais de 40 organizações se uniram para enviar uma carta ao cardeal, pedindo a revisão dessa medida, que, segundo eles, afeta não apenas o religioso, mas toda uma rede de solidariedade.
O impacto da decisão
Os signatários da carta, que incluem instituições como o Instituto GAS e o grupo Amigos da Rua e Seus Pets, argumentam que a limitação imposta ao padre Júlio compromete o debate sobre a pobreza extrema na cidade. Para essas organizações, o trabalho do religioso vai além do âmbito religioso, sendo essencial para a mobilização social em torno de questões de vulnerabilidade. A preocupação central é que a suspensão das atividades do padre possa ser vista como um obstáculo à livre expressão de vozes que defendem os direitos dos mais necessitados.
Convocação para a missa
A mobilização não se limitou à carta. As organizações convocaram voluntários e lideranças para uma missa em apoio ao padre Júlio, marcada para o próximo domingo (21), às 10h. Este ato é visto como uma demonstração pública de apoio ao religioso, reforçando a importância de sua atuação na comunidade.
Reflexões sobre a autonomia da Igreja
Embora a carta enfatize a autonomia da Igreja, as entidades pedem que a reavaliação da decisão de dom Odilo leve em conta valores como diálogo, misericórdia e compaixão. Trata-se de um apelo para que a Igreja considere o impacto social de suas decisões sobre a população vulnerável que depende do suporte oferecido por figuras como o padre Júlio.
O padre Júlio Lancellotti é uma referência na defesa dos direitos da população em situação de rua em São Paulo. Sua atuação é reconhecida não só por movimentos sociais, mas também por universidades e pela sociedade civil, consolidando sua imagem como um defensor incansável da dignidade humana e da justiça social.
Fonte: redir.folha.com.br
Fonte: Mônica Bergamo





