Itália deve apoiar acordo após concessões agrícolas que protegem setor europeu

Acordo Mercosul-UE pode ser aprovado em 2026 apesar da oposição da França, com apoio estratégico da Itália e reforço nas salvaguardas agrícolas europeias.
O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia segue com forte possibilidade de aprovação durante o primeiro semestre de 2026, mesmo diante da oposição declarada do presidente francês Emmanuel Macron. A análise do especialista em relações internacionais Lourival Sant’Anna reforça que a tendência de avanço do acordo é sustentada por apoios estratégicos dentro do bloco europeu, especialmente da Itália.
Contexto das negociações e ambiente europeu
A aprovação do acordo depende da maioria dos países da União Europeia que representem pelo menos 65% da população do bloco. A França, liderando a resistência, não consegue alcançar o percentual mínimo de 35% para vetar o acordo, principalmente após o posicionamento favorável da Itália, que tem peso político e populacional significativo.
Para minimizar os impactos negativos para o setor agrícola europeu, a Comissão Europeia implementou medidas específicas que alteram o texto original do acordo. Entre elas, destaca-se a antecipação dos subsídios para os agricultores europeus e o reforço das salvaguardas comerciais, buscando proteger os produtores locais do aumento das importações provenientes do Mercosul.
Concessões agrícolas que garantem apoio italiano
O acordo inicial previa a suspensão caso as exportações agrícolas do Mercosul para a União Europeia aumentassem 10% em média durante três anos. Após negociações, esse limite foi reduzido para 5%, o que proporciona uma margem de segurança maior para os agricultores europeus. Ademais, o fortalecimento do Programa Europeu de Subsídios Agrícolas assegura proteção financeira imediata para o setor mais vulnerável ao acordo.
A primeira-ministra italiana Giorgia Meloni condicionou seu apoio à implementação efetiva dessas salvaguardas e ao cumprimento dos subsídios, sinalizando uma postura firme em defesa dos interesses agrícolas italianos e europeus em geral.
Principais pontos que definem o cenário em 2026
População necessária para aprovação: Mínimo de 65% da UE.
Percentual para veto: 35% da população Europeia.
Redução da salvaguarda agrícola: De 10% para 5% de aumento nas exportações do Mercosul.
Subsídios antecipados: Garantia de proteção imediata aos agricultores europeus.
Posicionamento político: Itália apoia; França e Polônia resistem.
Impactos e prazos para o futuro do acordo
A aprovação do acordo Mercosul-União Europeia deve influenciar diretamente a agenda comercial e política da América do Sul e da Europa em 2026, com potencial para ampliar o fluxo de bens e serviços entre os blocos econômicos. O fortalecimento das salvaguardas comerciais indica um compromisso dos negociadores em equilibrar interesses diversos para viabilizar o acordo.
Para os países do Mercosul, essa aprovação representa uma oportunidade importante de ampliar o acesso ao mercado europeu, impulsionando setores agrícolas e industriais. Para a União Europeia, a manutenção dos subsídios e limites mais rígidos nas exportações são mecanismos cruciais para preservar a competitividade dos produtores locais.
A expectativa é que o acordo seja formalmente assinado ainda no primeiro semestre de 2026, com implementações graduais previstas em cronograma definido pelas partes envolvidas.
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Serviço e Segurança nas Negociações:
Local das negociações: Bruxelas, sede da União Europeia.
Data prevista para assinatura: Primeiro semestre de 2026.
Setores impactados: Agricultura, indústria e comércio exterior.
Principais países envolvidos: Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai (Mercosul) e os 27 países da UE.
Medidas protetivas: Salvaguardas comerciais e subsídios agrícolas reforçados.
Este cenário reforça a complexidade das negociações internacionais e a importância de acordos que conciliem interesses diversos para garantir avanços econômicos e diplomáticos efetivos em 2026.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br





