Aprovação de Lula sobe para 48% e lidera primeiro turno

Pesquisa Quaest de julho mostra melhora consecutiva desde abril, com Lula à frente de Flávio Bolsonaro em todos os cenários

Aprovação de Lula sobe para 48% e lidera primeiro turno
Gráfico mostra índices de aprovação do governo Lula em julho de 2026, com marca de 48% de aprovação e 47% de desaprovação. Foto: Arte/g1 — 1 de 2
Quaest: aprovação do governo Lula (julho/2026) — Foto: Arte/g1

Aprovação de Lula atinge 48% em pesquisa Quaest, melhor resultado desde fim de 2024. Presidente lidera em todos os cenários de segundo turno.

Aprovação de Lula melhora em julho e lidera em todos os cenários

A aprovação de Lula alcançou 48% em pesquisa divulgada nesta quarta-feira (15), marcando sua melhor avaliação desde o encerramento de 2024. O índice de desaprovação ficou em 47%, quebrando uma sequência onde a rejeição ao governo superava a aprovação. Felipe Nunes, diretor da Quaest, ressalta que essa trajetória de melhora é central para compreender o atual contexto da disputa presidencial.

Primeiro turno: Lula amplia distância sobre Flávio Bolsonaro

No cenário de primeiro turno, o presidente petista soma 40%, distanciando-se significativamente de Flávio Bolsonaro, que aparece com 28%. Esse resultado reflete não apenas a recuperação da aprovação, mas também a capacidade do presidente em manter vantagem em um contexto de polarização política. A margem de 12 pontos percentuais oferece um cenário confortável para a campanha governista.

Segundo turno consolida liderança presidencial

Em todos os quatro cenários de segundo turno, Lula mantém hegemonia com 45% das intenções de voto, permanecendo oito pontos à frente de Flávio Bolsonaro, que registra 37%. Essa consistência através de diferentes projeções sugere solidez na preferência eleitoral, independentemente de quem enfrente no eventual segundo turno.

Programas econômicos impulsionam aprovação do governo

A pesquisa aponta três iniciativas governamentais como fundamentais para a melhora observada. O “Desenrola 2.0”, programa de renegociação de dívidas, reduz o endividamento dos brasileiros. Simultaneamente, o avanço das discussões sobre o fim da escala 6×1 cria expectativas sobre redução de jornadas e melhoria na qualidade de vida. A isenção do Imposto de Renda para salários até R$ 5 mil completa o tripé de ações que Felipe Nunes identifica como responsáveis pela trajetória consecutiva de melhora desde abril.

Mandato em debate: rejeição cai mas maioria ainda nega reeleição

Quanto à viabilidade de novo mandato, 51% dos entrevistados afirmam que Lula não merece continuar na Presidência. Porém, esse índice de rejeição sofreu queda significativa: em abril, 59% respondiam assim à questão. Paralelamente, 45% acreditam que o presidente deveria ser reeleito, refletindo uma base de apoio que se consolida gradualmente conforme as políticas econômicas produzem efeitos práticos na vida dos eleitores.