Uma análise das opiniões brasileiras sobre a indicação do advogado-geral.

Pesquisa revela que 45% desaprovam indicação de Jorge Messias ao STF.
Aprovando Jorge Messias: Uma visão crítica sobre a nova indicação ao STF
A recente pesquisa realizada pela Genial/Quaest traz à tona um panorama revelador sobre as percepções dos brasileiros em relação à indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). Com 45% dos entrevistados desaprovando a escolha, a situação se torna ainda mais intrigante quando se observa que apenas 30% a aprovam.
Contexto da Indicação
A escolha de Jorge Messias, atual advogado-geral da União, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ocorre em um momento em que a confiança nas instituições judiciais é uma questão sensível no Brasil. Esta pesquisa foi realizada entre os dias 11 e 14 de dezembro de 2025, e envolveu 2.004 pessoas, com uma margem de erro de 2 pontos percentuais. O percentual de 65% dos entrevistados que afirmaram não ter conhecimento sobre a indicação destaca a falta de informação que permeia o debate sobre a política nacional.
Além disso, a pesquisa também questionou os entrevistados sobre o poder do presidente de indicar quem desejar para o STF. Surpreendentemente, 54% se mostraram contrários a essa prerrogativa, revelando uma crescente desconfiança em relação ao papel do Executivo na escolha dos membros do Judiciário.
Comparação com Pesquisas Anteriores
Ao comparar os dados atuais com um levantamento anterior, realizado em abril de 2023, que avaliou a possível indicação de Cristiano Zanin, nota-se uma mudança significativa. Naquela ocasião, 60% desaprovavam a indicação, enquanto 23% a apoiavam. Este deslocamento nas opiniões pode refletir uma mudança nas percepções sobre a legitimidade das escolhas presidenciais ao longo do tempo. Em junho de 2023, a taxa de desaprovação em relação ao poder do presidente caiu cinco pontos percentuais, o que pode indicar uma leve melhora na aceitação, mas ainda assim, a maioria permanece cética.
Implicações da Pesquisa
As implicações dessa pesquisa são profundas. A desaprovação generalizada pode influenciar a forma como o governo irá conduzir o processo de nomeação e as futuras indicações ao STF. A Constituição de 1988 estabelece claramente que cabe ao presidente da República fazer a escolha e a posterior nomeação, mas a crescente insatisfação popular sugere que essa prerrogativa pode ser vista com desconfiança.
Diante desse cenário, a administração de Lula terá que considerar não apenas a escolha do indicado, mas também a percepção pública e como isso poderá afetar a confiança nas instituições. A rejeição expressa por uma parcela significativa da população pode ser um alerta para a necessidade de maior transparência e diálogo sobre as escolhas que afetam o sistema judiciário do país.
A pesquisa Genial/Quaest, portanto, não apenas revela uma fotografia momentânea da opinião pública, mas também acende um sinal de alerta sobre a necessidade de engajamento e informação, fatores essenciais para a construção de um sistema político mais robusto e confiável.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
Fonte: AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO





