Defesa afirma que investigação demonstrará correção das ações do ex-presidente do Banco de Brasília
Defesa de Paulo Henrique Costa afirma que apuração técnica comprovará atuação regular do ex-presidente do BRB na operação Compliance Zero.
Contexto da apuração sobre a atuação regular de Paulo Henrique Costa no BRB
A atuação regular de Paulo Henrique Costa no Banco de Brasília (BRB) está no centro das análises após a 2ª fase da operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal em 14 de janeiro de 2026. O ex-presidente da instituição, afastado judicialmente no dia 18 de novembro de 2025, tem sua conduta avaliada à luz de investigações que apontam suspeitas de irregularidades envolvendo operações financeiras. A defesa de Costa tem destacado que a apuração técnica demonstrará a correção do trabalho realizado pelo executivo, baseando-se nos documentos e informações disponíveis à época.
Defesa de Paulo Henrique Costa e os elementos da investigação
Cleber Lopes, advogado de Paulo Henrique Costa, afirmou que os elementos divulgados na mídia relativos à operação Compliance Zero não estavam acessíveis ao ex-presidente durante seu mandato. Segundo a defesa, as informações recentes decorrem de investigações sigilosas e posteriores aos fatos em apuração. A defesa ressalta que a conduta de Costa esteve estritamente vinculada às atribuições legais do cargo e ao conhecimento disponível, tendo sido adotados procedimentos técnicos e institucionais rigorosos. Operações suscetíveis a dúvidas foram devidamente questionadas e, quando indicado, não executadas.
Impactos da operação Compliance Zero no setor financeiro e no BRB
A operação Compliance Zero investiga crimes como organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de capitais, visando interromper a atuação de grupos criminosos e recuperar ativos. O BRB adquiriu carteiras de crédito do Banco Master, instituição alvo das investigações. Em uma nota anterior, o banco informou que liquidou ou substituiu mais de R$ 10 bilhões do total sinalizado como operação fora do padrão, que alcançou R$ 12,76 bilhões. A atuação da PF, autorizada pelo ministro Dias Toffoli do STF, envolve buscas, apreensões e prisões temporárias para aprofundar a investigação.
Medidas judiciais e envolvidos na operação Compliance Zero
A 2ª fase da operação resultou no cumprimento de 42 mandados de busca e apreensão, além de bloqueios de bens e valores que ultrapassam R$ 5,7 bilhões. Entre os alvos estão o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master; seu cunhado Fabiano Zettel, preso temporariamente; o sócio Felipe Cançado Vorcaro; e o investidor Nelson Tanure. O ministro Dias Toffoli destacou a existência de novos indícios que justificam as diligências, reforçando o compromisso das autoridades em combater práticas ilícitas no mercado financeiro e garantir a recuperação dos ativos desviados.
Perspectivas para a apuração técnica e o futuro das investigações
A defesa de Paulo Henrique Costa confia que a apuração técnica esclarecerá a regularidade da sua atuação perante o BRB, com base nas informações e documentos disponíveis no período em análise. A investigação permanece em curso, com esforços concentrados em desvendar a extensão das operações suspeitas e responsabilizar os envolvidos. A colaboração de investigados e a continuidade das diligências são fundamentais para o desfecho do caso e para a restauração da confiança no sistema financeiro local e nacional.





