Associados contestam corte de árvores no clube Hebraica em São Paulo

Projeto visa substituir área verde por quadras de beach tennis, gerando polêmica entre frequentadores

Associados contestam corte de árvores no clube Hebraica em São Paulo
Associados do clube protestam contra o corte de árvores. Foto: Eduardo Knapp/Folhapress

Associados do clube Hebraica tentam impedir o corte de 14 árvores para a construção de quadras de beach tennis.

Mobilização contra corte de árvores no clube Hebraica

Um grupo de associados do A Hebraica, um tradicional clube da comunidade judaica em São Paulo, está tentando impedir um projeto que pretende cortar 14 árvores para a construção de quadras de beach tennis. Este projeto, que vem sendo discutido há cerca de um ano, ganhou força após a eleição da nova diretoria no final de 2024. Até o momento, a entidade não se pronunciou sobre a polêmica.

Detalhes do projeto e autorização da subprefeitura

As árvores a serem cortadas estão localizadas em um bosque na parte de trás do clube, que se encontra na rua Hungria, na região do Jardim Europa. A autorização para a supressão das árvores foi concedida pela subprefeitura de Pinheiros, permitindo o corte e determinando que 14 novas árvores sejam plantadas como compensação. Entretanto, os críticos apontam que o número de árvores a serem plantadas é inferior ao que deveria ser para compensar a perda ambiental.

Reações da comunidade e abaixo-assinado

Associados contrários ao corte das árvores lançaram um abaixo-assinado online que, até a noite de quinta-feira, contava com 2.808 adesões. O texto da petição ressalta que o bosque é um dos últimos redutos de natureza no clube e que as árvores desempenham um papel crucial no microclima e no ecossistema local. Além disto, estão organizando uma manifestação em frente à sede do clube para o próximo domingo, dia em que estão previstas eleições para parte do conselho da instituição.

Preocupações de membros antigos do clube

Um dos associados que se manifestou contra o projeto é o professor José Goldemberg, de 97 anos, ex-reitor da Universidade de São Paulo, que enviou uma carta à presidência do clube expressando sua preocupação. Goldemberg alertou que as árvores frondosas não podem ser substituídas facilmente, e que a compensação levaria cerca de 30 anos para se tornar efetiva. Ele compartilhou suas memórias de frequentar o bosque, que se tornou um espaço importante para a sua família ao longo das gerações.

Histórico de intervenções no bosque

Este não é o primeiro projeto que visa modificar a área verde do clube. Anteriormente, o bosque já havia sido objeto de intervenções visando a construção de quadras de beach tennis. A resistência atual reflete uma crescente preocupação da comunidade sobre a preservação de espaços verdes em áreas urbanas, especialmente em uma cidade como São Paulo, onde o acesso à natureza é cada vez mais limitado.

Perspectivas futuras

O caso continua a ser debatido dentro do clube e entre os associados, que temem que a perda do bosque signifique um desrespeito à herança ambiental e cultural da instituição. A próxima reunião do conselho do clube será um momento crucial para definir o destino do projeto e a preservação do espaço verde, que é valorizado por muitos frequentadores como um local de tranquilidade e conexão com a natureza.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Fonte: Eduardo Knapp/Folhapress